Agência Estado
De Campinas
Cerca de cem taxistas bloquearam ontem pela manhã o trânsito na Avenida Francisco Glicério, no Centro de Campinas, para protestar contra a violência na cidade. A manifestação durou cerca de duas horas e provocou congestionamentos. Em menos de 15 dias, dois taxistas morreram vítimas de assaltantes. A categoria reclama maior empenho da Polícia Militar para evitar a ação dos criminosos.
Na madrugada de sábado, o motorista Arlindo Carneiro sofreu um ataque cardíaco e morreu logo depois de ser assaltado por um casal. Anteontem, foi a vez de o taxista Wesley dos Santos ser surpreendido por dois assaltantes, por volta das 04h30, no Jardim Carlos Lourenço. O motorista escapou com vida, mas os criminosos levaram seu carro, documentos e R$ 80,00 em dinheiro.
No dia 14, o motorista de táxi Ailton dos Santos Ricci foi assassinado com um tiro na nuca num assalto no Jardim Mauro Marcondes. Os autores do crime ainda incendiaram o Verona marrom do taxista e abandonaram o corpo a 50 metros do carro.
‘‘Todos os dias, pelo menos dois motoristas são assaltados em Campinas’’, afirma o presidente do Sindicato dos Taxistas de Campinas, Rubens de Goes. Ele defende o armamento da categoria. ‘‘Queremos que o governo federal aprove o porte de armas para taxistas, motoristas de caminhão e até para quem trabalha com transporte escolar.’’

mockup