O prazo para as vistorias nos carros de táxis se inicia nesta sexta-feira (1º). Os taxistas desembolsarão cerca de R$ 380 para vistoriar o veículo. Fora isso, também gastarão com a avaliação do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) e recadastramento anual. Taxas que, segundo a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), devem ser reduzidas a partir do próximo ano.

Imagem ilustrativa da imagem Taxistas aguardam redução de taxas e regulamentação dos aplicativos
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As vistorias foram concentradas em novembro pela CMTU. Os taxistas esperavam que, com o acordo para a redução das taxas - como os R$ 3 mil que devem ser pagos à Companhia em caso de mudança de ponto - o valor da vistoria já estivesse modificado. Mas, segundo a CMTU, estudos estão sendo feitos e a implementação do acordo com os taxistas deve ficar para 2020.

Eliseu de Oliveira, presidente do Sindicato dos Taxistas na cidade, relatou que o pedido para baixar as taxas foi feito há alguns meses, mas que, como teve quem já pagou no começo do ano, a companhia só conseguiria atender as demandas da categoria no próximo ano.

"Tem que tirar antecedentes criminais, tirar foto, ir no cartório reconhecer firma", lembra o taxista Valdecir Tercioti, ao listar os gastos. Já o taxista Wagner Pacheco argumenta que, por conta da falta de regulamentação do serviço, a situação é desigual entre a categoria e os motoristas por aplicativo. "Nós temos o ônus e eles o bônus", diz.

Enquanto isso, o decreto do Executivo que pretendia regulamentar os motoristas por aplicativo em Londrina, que foi publicado em março, está paralisado. A ideia da Prefeitura era regularizar o serviço de transporte por aplicativo por meio da CMTU, assim como é feito com os táxis. Contudo, as empresas dos aplicativos não aceitaram a publicação e pediram alterações.

As empresas que foram regulamentadas em outras cidades conseguiram vitórias judiciais em nível nacional e reivindicavam a reedição do decreto para inserir essas demandas. A CMTU diz que analisará as reivindicações para a produção de um novo decreto, mas não deu prazos. Enquanto isso, Londrina segue sem uma lei para transporte por aplicativo.

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