Londrina - Taxista há quase três décadas, Francisco Vicente Martins, de 60 anos, passou por um grande susto na noite de anteontem. Ele estava seguindo sua rotina de trabalho no ponto da Rodoviária de Londrina, onde atua há mais de oito anos, quando recebeu voz de assalto durante uma corrida. Quando um dos passageiros sacou uma arma e anunciou o assalto, Francisco abriu a porta do carro e se lançou para fora do veículo em movimento, sofrendo escoriações leves nas pernas.
''Estava em velocidade baixa, aproximadamente 40 km/h. Não pensei em nada quando vi a arma. A minha reação foi sair de perto dele'', afirma o taxista. Questionado sobre como tudo aconteceu, Martins conta que dois homens, um branco e um negro, pediram para ser levados à Rua Samuel Moura, na Zona Oeste. ''Um deles me falou que era de Uraí e que estava indo na casa da uma tia'', relatou.
No entanto, ao chegar ao endereço solicitado, os homens saíram do táxi e interfonaram várias vezes em uma residência. ''Entraram no carro novamente e pediram para voltar para a Rodoviária'', lembra Martins, que garante que em nenhum momento desconfiou dos passageiros. ''Eles foram conversando normalmente comigo. Nunca imaginei que fosse assaltantes''.
Nas proximidades da Avenida Maringá, mais especificamente na Rua João XIII (Zona Oeste), os homens anunciaram o assalto. ''Liguei para a polícia, que logo me informou que tinham achado o carro batido. Tentaram cruzar o sinal vermelho em alta velocidade e acabaram batendo poucos quilômetros de distância do local'', acrescentou.
Os assaltantes conseguiram fugir a pé e até a noite de ontem ainda eram procurados pela polícia. Nenhuma das camêras da Rodoviária flagrou o momento em que os homens entravam no táxi. Apesar do acontecido, Martins pretende continuar trabalhando. ''Vivo disso. Não tem outro jeito'', resignou-se.

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