Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) está investigando mais uma suspeita de morte por dengue no município de Paranaguá, no litoral do Paraná. Se confirmada, será o segundo caso fatal no município e também no Paraná neste ciclo epidemiológico, que começou em 1º de agosto de 2015 e vai até 31 de julho de 2016. Paranaguá e outras quatro cidades paranaenses estão em situação de epidemia de dengue (Itambaracá, Guaraci, Munhoz de Mello e Santa Isabel do Ivaí).
A Sesa não passou detalhes do caso suspeito. A confirmação se a morte foi causada por dengue será anunciada hoje, quando o governo estadual divulga o novo boletim da dengue. A secretária de Saúde de Paranaguá, Sandra Machado, disse apenas que a suposta segunda vítima da doença é um homem de 71 anos que trabalhava na cidade como taxista. Sandra adiantou que ele tinha histórico de doenças cardíacas. A secretária afirmou também que, de agosto até ontem, Paranaguá registrou 591 casos confirmados de dengue e outros 453 casos suspeitos estão sendo investigados. A primeira morte por dengue desse ciclo epidemiológico foi confirmada em Paranaguá na última sexta-feira. A vítima foi uma jovem professora de 25 anos. Seis dias depois de ser diagnosticada com dengue, a moça não resistiu ao agravamento do quadro clínico da doença - ela apresentou insuficiência renal.
A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann, disse que a Sesa começou a instalar ontem, em Paranaguá, o hospital de campanha que realizará a triagem dos casos de dengue. Ela explicou que, no ano passado, Paranaguá recebeu verba de R$ 2,2 milhões para investir em ações de vigilância contra a doença. Nesta semana, segundo a coordenadora, o governo do Estado repassa R$ 4 milhões para o município usar em vigilância e assistência aos pacientes. Com esse dinheiro, Paranaguá poderá até mesmo contratar médicos e enfermeiros de forma emergencial por um período de até 89 dias.
De agosto de 2015 até 5 de janeiro de 2016, o Paraná registrou 1.726 casos confirmados de dengue, sendo 90 importados e o restante autóctones (infectados no próprio Estado).

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