Taxista matou juiz do MT, afirma a PF
Nelson Francisco
Agência Estado
De Cuiabá
A Polícia Federal confirmou ontem que o juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto há dois meses, em Concepción, Paraguai, foi assassinado pelo taxista Marcos Peralta, tio da escrivã Beatriz Árias. Ela trabalhava com o juiz e foi quem fez a acusação contra o tio.
Segundo o delegado José Pinto Luna, responsável pelo inquérito, Beatriz confessou que o taxista efetuou os dois disparos por motivo fútil. O corpo do juiz foi encontrado dias depois do crime. O delegado afirmou não haver indícios de que houve mandante.
Tenho que buscar a verdade e não posso inventar uma verdade, disse o delegado. Não posso fazer um desfecho que a sociedade quer. Beatriz Arias disse que estava presente na cena do crime, mas não forneceu maiores detalhes. Ela poderá ser indiciada como co-autora do crime.
A Polícia Federal e a Interpol acreditam que o taxista Marcos Peralta esteja no Paraguai. Segundo o delegado, apenas após a prisão de Peralta será possível elucidar as circunstâncias do crime.
Luna afirmou que o juiz tinha a intenção de fugir do país com o dinheiro sacado ilegalmente com os depósitos judiciais cerca de R$ 1,5 milhão da 1ª Vara da Família.
Ele descartou a possibilidade de o assassinato ter alguma ligação com as denúncias que o juiz fez contra membros do Justiça em Mato Grosso ou com o narcotráfico.
O juiz tinha uma vida muito conturbada e problemas com mulheres, disse. Beatriz Árias confessou que o juiz queimou vários documentos que havia conseguido para denunciar alguns desembargadores. Para a PF, apesar da confissão de Beatriz Árias, o crime ainda está cercado de muito mistério.





