São Paulo, 09 (AE) - O presidente do Banco do Brasil Paolo Zaghen afirmou hoje que as taxas de juros para pessoas físicas cobradas pelo banco poderão cair ainda mais com a decisão ontem do Banco Central de reduzir o compulsório dos depósitos a prazo de 75% para 65%.
Ele esclareceu que a diminuição das taxas anunciadas ontem foram consequência das reduções do compulsório sobre depósitos a prazo adotados pelo BC na semana. Ele não quis revelar de quanto e quando será feita a nova alteração. A partir de amanhã as tarifas do cheque especial do Banco do Brasil cairão de 9,4% para 8,9% e as tarifas do cartão de crédito passarão de 9,5% para 8,9% no crédito rotativo.
Tarifas - A partir de 1º de outubro, as agências do BB deixarão de cobrar diversas tarifas de câmbio, comércio exterior e de consultoria das empresas que exportam até US$ 500 mil por ano. O objetivo é reduzir os custos dos produtos comercializados das micro, pequenas e médias empresas. A decisão foi anunciada durante assinatura de acordo ente o BB e o Banco Latinoamericano de Exportaciones (BLADEX) para uma nova linha de crédito no valor de US$ 40 milhões.
Os recursos serão destinados a apoiar operações de financiamento à exportação de bens e serviços de pequenas e médias empresas brasileiras, em especial na modalidade pós-embarque.
O BB é responsavel pelo financiamento total de comércio exterior, com ênfase no segmento de pequenas e médias. No primeiro semestre de 1999, o banco contratou operações de exportação no valor total de US$ 4,1 bilhões, sendo que 34% foram destinados às pequenas e médias.
O acordo fechado hoje entre BB BLADEX terá prazo de no máximo 3 anos e as taxas de juros cobradas ficarão em torno de 13% a 14 5% ao ano. De acordo com o diretor do banco Rubens Amaral o limite de financiamento deverá ser de US$ 500 mil mas poderá atingir valores mais altos de acordo com a operação.
Para empresas que já são clientes do Banco a liberação do crédito deverá levar aproximadamente 10 dias após a aprovação do empréstimo. O limite mínimo será de US$ 10 mil para empresas que tomarem recursos neste montante o Banco do Brasil não cobrará o certificado de origem, o que vai representar uma economia de R$ 66,00.
Atualmente, as linhas de crédito do Banco do Brasil destinadas a pequenas e médias empresa têm prazos de até 360 dias e com taxas de juros variando de 9 a 12,5%. No ano passado o Banco do Brasil destinou US$ 7 bilhões as operações de comércio exterior. A expectativa é de que este ano o volume seja de US$ 10 bilhões sendo que 40% devem ser utilizados por pequenas e médias empresas.
O Banco do Brasil financia atualmente 60% do total de recursos de exportação da pequenas e médias. Paolo Zaghen afirmou que a iniciativa vai em direção ao esforço do governo em incentivar as exportações. Ele acha factível a meta de atingir um superávit da balança comercial de US$ 1,5 bilhão em 2002.

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