São Paulo,6 (AE)- Na sua análise semanal, o Lloyds Bank estimou que as taxas de juros básicas devem encerrar o ano em torno de 17%, o que significa que as reduções dos juros praticadas pelo governo serão menos agressivas. "Estimamos uma retração mensal em torno de 0,67 pontos porcentuais, bem inferior, portanto ao observado nos últimos meses", diz o estudo do Lloyds divulgado hoje.
De acordo com o Lloyds "ainda que o Banco Central argumente que os juros estão atrelados unicamente a inflação, sabe-se que é importante a observação de números fiscais consistentes e de um mercado externo relativamente tranquilo, para que os juros continuem cedendo".
Preços - Quanto à inflação, o estudo do Lloyds diz que "todos os aumentos divulgados irão gerar um impacto em torno de 1,66 pp no IPC-Fipe do 3o. trimestre, ante uma inflação acumulada projetada para esse período da ordem de 1,58%". Ou seja, diante da sazonalidade de queda do vestuário e dos baixos preços dos produtos agrícolas, a inflação esperada para esse período do ano será basicamente consequência do aumento de tarifas. No IGP-M o impacto total no trimestre será de algo próximo a 1,02 pp e no IPCA 1,0 ponto porcentual".
Sobre a política cambial, a análise do Lloyds diz que "espera-se que em julho a taxa de câmbio permaneça num patamar inferior ao verificado na maior parte de junho". O estudo destaca que a balança comercial de junho ficou aquém das expectativas, tanto pela fraca performance das exportações, quanto pelo surpreendente desempenho das importações. As exportações que em maio haviam obtido a melhor performance do ano (queda de 9,4%) não mantiveram a tendência em junho, tendo queda de 11,7% frente a junho de 98 (média diária)".

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