Taxa de mortalidade infantil em SP caiu, afirma secretário
São Paulo, 07 (AE) - A taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu em 1998. A Secretaria de Estado da Saúde divulgou hoje que o índice de mortalidade infantil no ano passado foi de 18,67 óbitos por mil crianças nascidas vivas. Em 97, essa taxa foi de 21,6 óbitos por mil nascidos vivos, o que representou uma redução de 13,5%. "Essa é uma queda muito significativa para ocorrer em apenas um ano", disse José da Silva Guedes, secretário estadual da Saúde. Os números divulgados pela secretaria não coincidem com os dados divulgados segunda-feira (05) pela Pastoral da Criança. O Estado de São Paulo registrou um aumento de 6 para 11,7 mortes por mil nascidos vivos, num contingente de crianças que são atendidas pela Pastoral, comparando-se o primeiro trimestre de 1998 com o mesmo período deste ano.
Segundo Guedes, os dados não são iguais pois a Pastoral não trabalha com 100% das crianças do Estado. "Os dados dessa entidade não são falsos", argumentou o secretário. "Mas a amostra deles, além de ser menor, concentra-se nos bolsões de pobreza do Estado". A principal redução em mortes ocorreu nos óbitos até seis dias após o nascimento, período chamado neonatal. "A morte neonatal diminuiu 60%", disse Guedes. As mortes de recém-nascidos ocorrem, principalmente, durante os primeiros 28 dias de vida. Para evitar problemas nesse período, é preciso que haja um bom atendimento pré-natal e equipamentos de ponta para unidades de terapia intensiva neonatais e pediátricas. "Um pré-natal bem feito garante que o recém-nascido nascerá sem problemas", avaliou o secretário.
Segundo dados do Sistema Estadual de Análise e Dados (Seade), 58,6% das mulheres que deram à luz em 98 realizaram mais de seis consultas de exame pré-natal. Esse número de consultas representa uma frequência considerada ótima, segundo Guedes. Para o secretário, esse fato é resultado de um trabalho intenso realizado tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como pelo Estado para aumentar o atendimento de gestantes. Em 96, a Secretaria Estadual da Saúde começou a incentivar um atendimento melhor para grávidas no sistema público. Para as maternidades e hospitais que apresentassem um bom índice de consultas pré-natais, a secretaria repassava um incentivo financeiro que poderia chegar a 20%, 40% ou 50% além do valor pago pelo SUS.
Ano passado, 150 mil partos receberam esse ônus em mais de cem maternidades do Estado. "Gastamos um total de R$ 12 milhões com esse projeto em 98", disse Guedes. Algumas maternidades do interior de São Paulo receberam um incentivo para melhoria de sua infra-estrutura. Foram construídas ou equipadas 13 unidades de terapia intensiva pediátricas e neonatais nos últimos três anos. "Foi repassado um total de R$ 3,5 milhões para essa finalidade", informou Guedes. O Ministério da Saúde adotou um programa similar, para incentivar o programa de Qualidade da Assistência ao Parto, ano passado.





