Taxa de homicídios dobrou em 7 anos
Outros índices levantados pelo Unicef ajudam a compreender o panorama da educação para as crianças e adolescentes brasileiros. No Paraná, a taxa de homicídios na faixa etária entre 10 e 19 anos quase dobrou em sete anos. Em 2000, a taxa era de 15,6 por 100 mil habitantes. Passou a 30,6 em 2006.
A Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp) não quis comentar o assunto. Mas, para Hamilton da Paz, delegado-chefe da Delegacia de Homícidios, as mortes violentas entre adolescentes de 16 a 19 anos são totalmente ligadas ao tráfico de drogas ou a crimes passionais. Essas mortes acontecem somente nas classes média e baixa. A criminalidade como um todo vem aumentando por causa do tráfico de entorpecentes. Mas entre 10 e 16 anos o índice é insignifica-tivo, explica.
No item classificado como proteção, o relatório mostra que 9.091 famílias paranaenses eram chefiadas por crianças e adolescentes menores de 18 anos em 2007. Em 2006, eram 14.530. Outro dado relevante é o aumento no número de bebês nascidos de mães menor de 15 anos. Em 1994 foram 1.260, equivalente a 6,3 por mil. Em 2006, passou a 1.358, 8,8 por mil.
Para Anna Penido, essas outras questões inflenciam no direito de aprender de crianças e adolescentes. A violência, por exemplo, impacta diretamente na educação. É preciso avaliar todos esses aspectos para pensar as políticas necessárias. (M.R.M.)





