A taxa de evasão no ensino fundamental nas escolas brasileiras caiu em 0,5%, segundo o Censo Escolar 2000 do MEC. O censo apurou que 4,8% dos estudantes deixaram as escolas no período entre 1999 e 2000, número inferior aos 5,3% de desistentes do período de 1995 a 1996. A 1ª série desse nível de ensino tem apenas 1% de evasão, contra 8,6% na 8ª série, que apresenta o maior índice. Isso demonstra que, apesar do alto índice de retenção nas séries iniciais do ensino fundamental, uma das características do aluno é a permanência na escola.
A menor taxa de evasão, entre os Estados, está em São Paulo: 3,4%. Tocantins e Roraima têm as maiores taxas, com 11,3% e 11,2%, respectivamente.
A taxa de repetência, no período 1999/2000, no ensino fundamental, é de 21,6%. No período 1995/1996, a repetência no Brasil era de 30,2%. Os dados atuais indicam uma queda de 28,5% em relação àquele período. A 1ª série tem o maior índice de repetência, de 39,3%, enquanto a menor taxa é registrada na 4ª série: 13,1%.
Os Estados de Roraima, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal têm taxas de repetência abaixo da média nacional. Em São Paulo, a repetência representa cerca de um terço da média do país. A maior taxa de repetência para o ensino fundamental está em Alagoas: 36%.
O MEC atribuiu a queda, em parte, à adoção do sistema de ciclos em alguns Estados. No Brasil, o sistema atinge 23% do ensino fundamental. O fenômeno é mais evidente em São Paulo e Minas Gerais, onde 80,1% e 69,5% das matrículas, respectivamente, estão organizadas nesse sistema, segundo dados de 1999.
O censo mostra também que a taxa de promoção nas escolas do ensino fundamental passou de 64,5%, entre os anos de 1995 e 1996, para 73,6%, no período de 1999 a 2000.
A maior taxa de promoção no ensino fundamental está na 4ª série, com 80,9%. Já a menor taxa está na 1ª série: 59,7%. Roraima, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal apresentaram taxas de promoção acima da média nacional. A maior taxa de promoção no país, de 89,3%, está em São Paulo. O menor índice foi registrado no Pará, com 58,3%. (Agência Folha)

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