Rio, 10 (AE) - A taxa de escolaridade entre os 7 e 14 anos de idade vem aumentando gradualmente no País. Há sete anos, 92,9% dos jovens nessa faixa etária frequentavam as salas de aula. Em 1997 esse porcentual subiu para 94,5%, de acordo com a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A má notícia é de que a taxa de defasagem entre idade e série cursada ainda é muito alta: chega a 76,6% entre os alunos com 14 anos. Na faixa dos dez anos, a defasagem atinge 57,8% dos estudantes.
"O próprio sistema expulsa essa criança, que acaba abandonando a escola e sendo jogada no mercado de trabalho sem muito preparo", afirmou a socióloga do IBGE Lilibeth Cardoso Ferreira, uma das coordenadoras da pesquisa. Os números comprovam a tese: a escolaridade da população economicamente ativa com 10 anos ou mais é de apenas 5,4 séries completas, insuficiente para fazer frente às crescentes exigências do mercado.
A pesquisa mostra que existe uma enorme diferença de escolaridade por região do País, classe social e raça. Entre as famílias mais pobres, a taxa de escolaridade é de 87%, enquanto no grupo mais rico chega a 99%. Na maioria dos estados do Nordeste, a taxa de escolarização dos grupos mais pobres oscila entre 70% e 87%. No Sul e Sudeste, é superior a 90%.
A taxa de analfabetismo no País é de 32%, mas ela é proporcionalmente maior entre os negros e os pardos (22%). A mesma tendência se verifica em relação ao tempo médio de estudo. Enquanto os brancos estudam, em média, seis anos, os negros e pardos frequentam a sala de aula por cerca de quatro anos.

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