A taxa de escolaridade entre os 7 e 14 anos de idade vem aumentando. Há sete anos, 92,9% dos jovens nessa faixa etária frequentavam as salas de aula. Em 1997 esse porcentual subiu para 94,5%. A má notícia é de que a taxa de defasagem entre idade e série cursada ainda é muito alta: chega a 76,6% entre os alunos com 14 anos. A escolaridade da população economicamente ativa com 10 anos ou mais é de apenas 5,4 séries completas, insuficiente para atender as exigências do mercado.
A pesquisa mostra que existe uma enorme diferença de escolaridade por região, classe social e raça. Entre as famílias mais pobres, a taxa de escolaridade é de 87%, enquanto no grupo mais rico chega a 99%. Na maioria dos estados do Nordeste, a taxa de escolarização dos grupos mais pobres oscila entre 70% e 87%. No Sul e Sudeste, é superior a 90%.
A taxa de analfabetismo no País é de 32%, mas ela é proporcionalmente maior entre negros e os pardos (22%). A mesma tendência se verifica no tempo médio de estudo. Enquanto os brancos estudam, em média, seis anos, os negros e pardos estudam por cerca de quatro anos.

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