Curitiba - No Paraná, entre as faixas de trabalhadores com mais tempo de estudo a taxa de desemprego é maior. A Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE mostra que a taxa de desocupação no Estado é de 7,1%. Porém, entre as pessoas que tem até três anos de estudo este índice é de 5,2% enquanto a desocupação entre quem tem mais de oito anos de estudo é de 7,8%. A síntese traz também os dados específicos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Neste caso, os índices são piores que o do restante do Paraná, se equiparando às médias nacionais. A taxa de desemprego na RMC é de 9,4%, perto da brasileira (9,7%). Entre o grupo que estudou no máximo três anos esta taxa na RMC é de 7,7% (no Brasil é de 6%) e entre quem estudou mais de oito anos é de 10% (no Brasil é de 11,3%).
A maior parte dos 4.993.438 trabalhadores paranaenses são empregados (47,8%). Do restante 20,7% trabalha por conta própria, 8,3% tem emprego não-remunerado, 7,6% é empregado doméstico, 5,5% é militar e apenas 4,6% é empregador. O salário médio do trabalhador parananese, seja qualquer for seu tipo de função ou emprego, é acima da média brasileira para quem fica poucos anos no emprego.
Porém, quem dura muito tempo na mesma função no Estado começa a ter seu salário um pouco defasado em relação a outros Estados. Enquanto no País, quem está até três anos no emprego ganha em média R$ 305, no Paraná ganha R$ 417. Já quem está até sete anos no mesmo emprego no Paraná ganha em média R$ 512 (no Brasil esta média é de R$ 437). As pessoas que conseguem se manter no emprego por até dez anos no Paraná ganham, em média, R$ 524 (no País a média é de 523, se igualando). E quem está há mais de 11 anos no mesmo emprego ganha em média R$ 1.179. Já no Brasil essa média sobe para R$ 1.189.

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