Rio, 01 (AE) - A taxa de desemprego em São Paulo em abril foi de 8,75%, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número confirma a tendência registrada nos 12 meses anteriores, de índices maiores do que o da média nacional. A queda de rendimento dos trabalhadores da região metropolitana da capital no primeiro trimestre foi de 6 46%. A redução também foi maior do que a média do País no mesmo período, que foi de 4,77%.
A queda do rendimento nos primeiros três meses foi de 11 23% para os empregados da construção civil. A segunda maior retração, de 9,03%, foi registrada no comércio, seguida das quedas de 6,28% no setor da indústria de transformação e de 5 85% no setor de serviços.
Na divisão por tipo de trabalhadores, a menor perda aconteceu entre os que não têm carteira assinada (-1,76%). Trabalhadores com a situação regular tiveram redução de 2,91% de sua renda real, e por conta própria, de 9,86%. Os empregadores, termo que abrange também pequenos empresários, tiveram retração de 14,45% de seus rendimentos.
São Paulo também tem o maior número de trabalhadores desempregados das seis regiões pesquisadas pelo IBGE - um contingente de 669.120 pessoas. A razão é que a capital é a maior das regiões pesquisadas, afirmou a chefe da Divisão de Pesquisa Mensal do Departamento de Estatística de Emprego e Rendimento do IBGE, Marileni Silva Mansoldo, lembrando que o maior índice de desemprego, de 10,24%, foi apurado em Salvador (BA).
Diferenças - O número do IBGE é diferente do apurado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Pesquisas Sócio-Econômicas (Dieese). Ao contrário do Dieese, o instituto não considera como desempregados trabalhadores que deixaram de procurar emprego ou trabalham em condições "precárias", explicou Marileni. "Os dois índices não são comparáveis", avisou.

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