Tavares descasta participação de FHC na negociação da tributária
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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Paula Puliti 
São Paulo, 27 (AE) - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares afirmou hoje que não vê necessidade de que o presidente Fernando Henrique Cardoso entre na linha de frente da negociação com o Congresso sobre a proposta de reforma tributária aprovada esta semana na comissão especial da Câmara que analisa a emenda constitucional. "É preciso, sem dúvida, que haja novas negociações entre governo e Câmara para que se chegue a um entendimento", declarou.
Na sua avaliação, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, tem respaldo mais do que suficiente para negociar com uma comissão formada por deputados e representantes de governos estaduais possíveis alterações no substitutivo do relator da reforma, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Ele acredita que o relatório final será votado já na semana que vem pela comissão especial da Câmara.
Tavares afirmou que a reforma tributária não é algo simples
tem pontos positivos e negativos, mas certamente é como um jogo de soma zero: "Se um lado ganha, o outro tende a perder."
Críticas - Ele evitou criticar a proposta de Mussa Demes, mas garantiu que toda a equipe econômica compartilha das críticas do governo feitas ao substitutivo. "Nenhuma das proposta é nota dez, sempre haverá críticas de um lado ou de outro", disse, após participar de seminário em São Paulo sobre novos processos de gestão.
Na opinião do ministro, o governo e a Câmara conseguirão chegar a um entendimento sobre a reforma tributária. Tavares destacou que um dos lados mais positivos de toda essa discussão é que nunca se falou tanto em reforma tributária no País quanto nos últimos dez dias.
Ele acredita que a votação da proposta de Mussa Demes foi um grande impulso e está mobilizando diversos segmentos para a discussão das propostas.


