O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital dos Servidores do Estado, Márcio Rutowitsch acaba de chegar da Reunião Anual dos Dermatologistas Latino-Americanos, na Argentina, e conta que um colega apresentou um curioso trabalho, mostrando que de 120 pacientes tatuados que procuraram sua clínica por outros motivos, 50% se arrependiam da tatuagem feita.
O especialista explica as atuais técnicas para remoção. E faz um alerta sobre o risco de contaminação: ele não está apenas na agulha, mas também na tinta. Portanto, é importante certificar-se de que o kit inteiro é descartável.
LASER. Usam-se ondas de comprimentos diferentes, que vão corroendo os pigmentos. Os mais escuros (verde e preto) demoram mais para desaparecer. As sessões podem ser feitas de 15 em 15 dias, e o total delas vai depender do tamanho da tatuagem.
SALABRASÃO. Anestesia-se a tatuagem, depois queima-se a área com radiofrequência e lixa-se a superfície. Fica com curativo fechado por cinco dias. E as sessões podem se repetir a cada 30 dias, conforme a necessidade.
CIRURGIA. Quando a tatuagem é bem pequena, em torno de um centímetro, pode-se removê-la cirurgicamente.
RESULTADOS. Nunca a pele ficará completamente limpa como era antes, mas a tatuagem quase some. Pessoas com tendência podem ter quelóide.

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