Paranavaí - Para o comandante do Bope, Nerino Mariano de Britto, a orientação era que fossem exauridas todas as possibilidades de negociação para que fosse cogitada a invasão tática. ''Em nenhum momento houve indício de que haveria necessidade'', ressaltou.
De acordo com o comandante do 8º BPM de Paranavaí, coronel Antônio Ramirez Lima, que foi o responsável pela negociação, o fator crucial para a rendição de Vieira foi uma conversa baseada no respeito à vida e integridade do casal.
''Existe uma certa dificuldade para negociar com pessoas nesse estado, em depressão. Temos que priorizar o respeito e o bom entendimento. O sucesso foi terminar esse sequestro de forma pacífica. Todos estão bem'', alegou.
Ademilson Vieira está desempregado há poucos dias. Ele trabalha em uma fábrica de fécula de mandioca, mas recentemente estava fazendo bicos como pedreiro. De acordo com familiares e amigos, ele é uma pessoa tranquila e muito calma. ''Ele é bom, mas depois do ocorrido com a Jéssica, ele ficou abalado. Ele está com depressão'', disse a mãe Ana de Farias Vieira.
A avó do rapaz, Luzia Alves Machado, disse que ultimamente o neto andava muito triste e pensativo. O vizinho José Eduardo Ferreira afirmou que enquanto o casal morava junto, não havia briga. ''Eles eram um casal como qualquer outro. Ele nunca havia ameaçado ninguém'', afirmou. De acordo com o coronel Lima, Vieira deverá passar por consulta médica.(M.O.)

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