Tarso anuncia reestruturação do MEC
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quarta-feira, 24 de março de 2004
Agência Folha 
Brasília, DF- A reestruturação do Ministério da Educação (MEC), anunciada ontem pelo ministro Tarso Genro, fundiu duas secretarias -Inclusão Educacional e Erradicação do Analfabetismo- e alterou a lista de prioridades dos programas da pasta.
Com isso, projetos prioritários na gestão do ex-ministro Cristovam Buarque, demitido por telefone pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro, não serão ampliados ou estão temporariamente suspensos. Se encaixam nesse quadro Escola Ideal, compra de uniforme escolar e Exame Nacional de Certificação de Professores.
Outros, como o até agora prioritário Brasil Alfabetizado e o Proep (expansão da educação profissional), passam por reformulação.
Por outro lado, alfabetização de adultos, transporte escolar, distribuição de livros didáticos para o ensino médio e a criação do Fundeb estão entre os destaques. Podem até receber mais verbas, remanejadas na própria pasta.
A reestruturação unificou ainda ensino infantil (pré-escola), fundamental (de 1 a 8série) e médio na Educação Básica, deixando uma secretaria para cuidar só do profissional e tecnológico. ''As mudanças têm a ver com novos conceitos. Não há nenhum tipo de desmonte, mas mudança de hierarquia'', disse Tarso.
Segundo o ministro, a nova estrutura permitirá integrar ensino básico e inclusão social, além de dar mais agilidade ao MEC. ''Pensamos nos desafios do ministério em relação ao programa do governo Lula e focamos novas ações. Até para dar mais efetividade aos gastos, já que é isso que a sociedade cobra'', afirmou Fernando Haddad, secretário-executivo da pasta e um dos responsáveis pela reestruturação.
Também foi criada a Secretaria Executiva Adjunta, que vai funcionar como uma espécie de coordenação política do ministério com sociedade civil e outras pastas.
Para o ex-ministro Cristovam, senador pelo PT-DF, ''preocupam'' as mudanças no Brasil Alfabetizado e no Escola Ideal. ''Pessoalmente sempre fui temeroso ao tratar de reorganização porque leva tempo para organizar tudo'', disse o senador, elogiando a criação da Secretaria de Educação Básica.


