São Paulo, 17 (AE) - As tarifas da telefonia celular não deverão sofrer reduções significativas no curto prazo, disse hoje o presidente da Telesp Celular, José Manuel Romão Mateus. "As condições econômicas não são favoráveis pra isso", explicou. "A tendência é de queda, mas não será instantâneo, deverá ocorrer ao longo do tempo."
Segundo ele, em outros mercados, como o europeu, foram necessários até oito anos para que as tarifas começassem a recuar em função da concorrência. "O que ocorre hoje são campanhas periódicas. Em junho deste ano, a Telesp Celular ofereceu 50% de crédito para quem recarregasse o Baby em R$ 100 00. Na prática, isso significa redução de preço", explicou Mateus.
Além disso, afirmou, em outros mercados com o mesmo nível de penetração que o brasileiro, a diferença de tarifas não é significativa, se forem descontados os impostos.
A Telesp Celular também não teme o aumento da concorrência da telefonia fixa, com a chegada de novas operadoras e maior disponibilidade de linhas. "Não acreditamos que os usuários queiram prescindir da telefonia móvel. Seremos competitivos o suficiente para que isso não ocorra", disse.
A empresa está investindo só este ano US$ 1,2 bilhão, que serão aplicados principalmente na expansão de sua infraestrutura e na melhora da qualidade dos serviços. Na área metropolitana de São Paulo, por exemplo, a cobertura já é 100% digital. No interior, o grau de digitalização deve chegar a 70% até o final do ano.
A Telesp Celular possui hoje 2,2 milhões de clientes em 448 municípios do estado. Na região metropolitana, detém 55% de participação de mercado, 88% de participação no interior. No primeiro semestre deste ano, a companhia conquistou 329 mil novos clientes, o que representa um crescimento de 140% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa opera com tecnologia digital CDMA.

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