Tarifas do Metrô, CPTM e ônibus intermunicipais sobem domingo
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Mauro Carvalho da Silva 
São Paulo, 30 (AE) - Amanhã (31) é o último dia para comprar bilhetes do metrô sem aumento. A partir de domingo (01) eles estarão, em média, 11,5% mais caros. O unitário passará de R$ 1,25 para R$ 1,40 e o múltiplo de 10, de R$ 10,00 para R$ 11 50. Também foram reajustadas as tarifas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dos ônibus intermunicipais e Corredor Metropolitano de Trólebus gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).
O último reajuste foi concedido em 5 de julho de 1998. O secretário Claúdio de Senna Frederico, dos Transportes Metropolitanos, justificou o novo aumento alegando que nos últimos quatro anos a pressão exercida pelos reajustes salariais concedidos aos metroviários esteve sempre acima dos índices de inflação. "O reajuste salarial tem sido o principal motivo dos aumentos tarifários", disse. "Enquanto o crescimento real da receita tarifária foi de 33%, no período de 94 a 98, o aumento dos custos com a folha de pagamento foi de 51%", explicou. A elevação dos gastos com insumos básicos, como eletricidade e mão-de-obra terceirizada, também contribuiu para o reajuste das tarifas. Contestação - O presidente do Sindicato dos Metroviários, Onofre Gonçalves de Jesus, contestou as declarações do secretário dos Transportes Metropolitanos. "O reajuste concedido aos metroviários em maio, na última data base, não pode ser usado como justificativa", reagiu. "Enquanto nossos salários foram reajustados em apenas 3,88% as tarifas vão subir, em média, 11 5%". Jesus informou que de acordo com cálculos do Dieese, o reajuste da tarifa do metrô, no período de janeiro de 95 julho de 99, foi de 128,01. "Nesse mesmo período, os reajustes salariais dos trabalhadores não passaram de 75,52.%
Para o líder sindical, a Companhia do Metropolitano "usa de má-fé ao jogar nas costas dos metroviários a responsabilidade do reajuste". Para Jesus, "o responsável pelo aumento são os reajustes absurdos das tarifas públicas promovidos pelo governo federal, como a energia elétrica, e a queda no número de passageiros, tendo como causa principalmente o desemprego". Na segunda-feira, o sindicato vai distribuir o "Jornal do Usuário" denunciando "o aumento da tarifa e a falsa justificativa do Metrô e do governo Covas", disse.


