Brasília, 2 (AE) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) só vai autorizar o aumento das tarifas de telefonia depois do dia 15 de junho. A nova data foi anunciada hoje pelo presidente da agência, Renato Navarro Guerreiro, que adiantou também o índice de correção médio: 8,3%, de acordo com a variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, entre março de 1998 e abril de 1999.
A agência havia anunciado na semana passada que o aumento seria autorizado a partir da zero hora do dia 4 de junho e, na terça-feira passada, o presidente da Tele Centro Sul, Henrique Neves, divulgou que o reajuste seria adiado em cerca de uma semana. A decisão de alterar a data do aumento se deve a detalhes técnicos adicionais pedidos pela Anatel.
Segundo Guerreiro, a agência quer, por exemplo, saber exatamente o volume de pulsos telefônicos em cada operadora que são usados nos serviços adicionais como "disque-amizade". As empresas estavam computando estes pulsos dentro da relação das chamadas comuns, que são usadas para o cálculo do reajuste de tarifas.
A agência também quer separar as chamadas interurbanas feitas entre municípios vizinhos, mas que usam o mesmo código DDD, para determinar que haja a redução de dois pontos porcentuais no cálculo das novas tarifas e no cálculo dos pulsos telefônicos comuns.
As tarifas de ligações interurbanas deverão incorporar um ganho de produtividade de dois pontos porcentuais, o que implica em reajuste menor que o das ligações locais.
Guerreiro adiantou que a Embratel, a CTBC Telecom (que atua no Triângulo Mineiro e interior de Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul), a Certerp (de Ribeirão Preto) e Sercomtel (de Londrina, no Paraná) não formalizaram o pedido de aumento de tarifas. "O reajuste é um direito contratual das empresas, que exercem se assim o desejarem", explicou. O último reajuste ocorreu em abril de 1997.
Habilitação - Apesar do aumento médio de 8,3%, as empresas pediram em média um reajuste de 18,27% no valor da assinatura mensal, cobrado todo mês, e de 7,58% para os pulsos. Em compensação, para manter o aumento médio, as operadoras pretendem diminuir o valor da habilitação dos telefones.
O valor da ficha telefônica deverá ser reajustado apenas pelo variação do IGP-DI. Pelos ganhos de produtividade, as ligações interurbanas nacionais poderão subir no máximo 6,34% e o limite de aumento para os interurbanos internacionais será de 3,08%.

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