Londrina – Os usuários do transporte coletivo terão que desembolsar R$ 0,30 a mais para utilizar o serviço em Londrina. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) detalhará na manhã de hoje o reajuste da tarifa. O valor cobrado, que é de R$ 2,65, será de R$ 2,95 a partir da zero hora desta quinta-feira.

Técnicos da companhia analisaram a planilha de custos do serviço e apontaram o novo valor. Conforme a assessoria de imprensa da CMTU, o aumento considera o reajuste salarial de 6,5% para motoristas e cobradores, o aumento no valor do tíquete alimentação dos funcionários do transporte coletivo e a ampliação do passe livre para estudantes do Ensino Fundamental e Médio. Aproximadamente 11 mil alunos serão beneficiados. Estudantes do Ensino Superior e de cursos pré-vestibulares pagarão R$ 1,48. O preço do Psiu será de R$ 3,90.

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), reforçou que a decisão sobre a nova tarifa seguiu a análise técnica. "Infelizmente, a gente tem que conviver com o aumento dos custos. Acredito que os usuários não serão pegos de surpresa. Já se comentava que haveria um reajuste. Só o valor não estava definido", destacou.

Segundo o prefeito, a ampliação do passe livre aos estudantes beneficiou os cálculos da tarifa. "Sem essa gratuidade, a passagem aumentaria em aproximadamente R$ 0,08. O subsídio direto fornecido pela prefeitura hoje é estimado em R$ 7 ou 8 milhões", explicou.

Mesmo com o anúncio do novo valor, Kireeff solicitou que a controladoria do município faça uma análise da planilha de custos do transporte coletivo. "Queremos buscar um mecanismo para reduzir esse valor, mas o aumento passa a valer no dia 1º", afirmou o prefeito.

A assessoria de imprensa do Metrolon, sindicato que representa as empresas Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Londrisul, informou que técnicos irão analisar os cálculos feitos pela CMTU para só então se manifestarem sobre o reajuste.

Foz

Trabalhadores do transporte público de Foz do Iguaçu retomaram ontem o movimento grevista deflagrado no último dia 23. A categoria também decidiu, durante assembleia ao longo da tarde, que vai manter a paralisação até que as negociações com as empresas que operam o serviço no município se desenrolem. "Uma reunião para analisar a situação será feita todos os dias, às 17 horas", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Foz do Iguaçu, Dilto Vitorassi.

Ele explicou que a paralisação dos ônibus deve ser intensificada nos turnos da tarde. A categoria resolveu que pela manhã, das 5 às 9 horas, haverá uma quantidade mínima de veículos para atender a população. O mesmo deve ocorrer das 17 às 21 horas.

O principal ponto reivindicado pelos funcionários é a adequação da carga horária de sete horas diárias para uma jornada de seis horas. Conforme Vitorassi, a proposta apresentada na semana passada pela Foztrans estabelecia que os trabalhadores do setor poderiam cumprir sete horas diárias, com direito a uma hora de intervalo, até o dia 31 de maio de 2015. A partir de 1º de junho, fariam a nova jornada, com seis horas. A categoria não entrou em acordo sobre os prazos.

A FOLHA entrou em contato com o Consórcio Sorriso, que reúne as concessionárias do setor na cidade, mas não encontrou a direção para repercutir o assunto.

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