Londrina – A redução de R$ 0,10 na tarifa do transporte coletivo de Londrina começa a valer a partir da zero hora de quarta-feira. O decreto que oficializa a nova tarifa de R$ 2,35 foi assinado na tarde ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff.
O anúncio da redução tarifária foi feito por Kireeff durante a solenidade no primeiro dia de funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, na zona Oeste. Em 31 de maio, uma medida provisória do governo Federal isentou a alíquota do PIS/Cofins para o transporte público.
"O impacto da isenção do PIS/Cofins é algo em torno de R$ 0,09, mas o impacto final na tarifa será de R$ 0,10. Vamos fazer essa redução da tarifa, mas é importante salientar que o processo de transporte coletivo de Londrina está sob análise do município. Estamos discutindo inclusive a fórmula de cálculo tarifário, o processo de integração metropolitana e uma série de melhorias, inclusive do pacote de tarifas, que devem ser implementadas", declarou o prefeito.
Kireeff comentou que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o Sindicato dos Trabalhadores e Sindicato dos Operadores do Transporte Coletivo já estão trabalhando há mais de 60 dias em torno desses aprimoramentos. "Isso é para que possamos ter o sistema mais barato possível e atender todo o conjunto de necessidades, desde a viabilidade econômica das empresas, o bom salário para os trabalhadores e conforto para os usuários", afirmou.
Ainda de acordo com o prefeito, a questão da isenção do ICMS no óleo diesel, que já foi aprovada, mas ainda não regulamentada pelo governo do Estado, não pode ainda ser aplicada na redução da tarifa. "Mas havendo essa possibilidade, faremos um novo cálculo tarifário e então verificaremos se há ou não algum tipo de impacto a favor do usuário", anunciou.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) informou que foi pego de surpreso com a notícia da redução tarifária, sobretudo pela forma de tratamento em relação à tarifa.
Segundo o comunicado, as operadoras esperavam que as perdas que o sistema teve em função da tarifa ter sido apurada em dezembro e somente decretada em 24 de fevereiro, além dos reajustes do diesel ocorridos logo após a decretação da tarifa, seriam também revistas e compensadas.
O Metrolon ressaltou que em nove anos de contrato apenas seis reajustes foram concedidos, quando a expectativa eram que as tarifas fossem reajustadas anualmente, de acordo com os termos da concessão firmada em 2004.
Em fevereiro deste ano, a tarifa em Londrina subiu de R$ 2,20 para R$ 2,55. Com um subsídio municipal de R$ 0,10, o valor ficou em R$ 2,45 para o usuário.
A redução do valor da tarifa pegou muita gente de surpresa, mas a notícia foi bem recebida pelos usuários. "Eu não estava sabendo não, mas para nós é uma boa. O salário já é curto e pelo menos sobra um pouquinho mais", relatou a doméstica Edna Souza, de 55 anos, que usa o transporte coletivo todos os dias para ir de casa, no Conjunto Rui Virmond, na zona norte, até o centro, onde trabalha.
A aposentada Ana Maria Maia, moradora da Vila Brasil na área central, gostou da novidade. "A passagem realmente é muito cara. A redução é pequena, mas a economia dá para comprar o leite da semana", frisou.
O estudante Rodrigo Duarte, de 18 anos, ficou desconfiado com o novo valor. "A redução foi pequena e só espero que o prefeito não volte atrás depois e suba novamente a tarifa", apontou.

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