Tarifa será menor em vias federais A tarifa dos pedágios das rodovias federais que serão privatizadas ainda este ano será no máximo de R$ 3,00 a cada 100 km, cerca de 30% menor do que a média do valor cobrado atualmente. Em compensação, as obras de ampliação e duplicação dessas estradas serão de responsabilidade dos governos federal e estadual, utilizando dinheiro pago pelo contribuinte em impostos. A medida foi anunciada ontem pelo ministro dos Transportes Eliseu Padilha. Entre as estradas que serão privatizadas este ano há três que passam por São Paulo: Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte), Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba) e Transbrasiliana, que corta as regiões Norte e Nordeste do Estado. As informações foram divulgadas pelo ministro Eliseu Padilha (Transportes), que anunciou ontem as novas regras da licitação. O valor do pedágio será menor porque as concessionárias que vencerem a licitação serão responsáveis apenas por obras de conservação e manutenção das rodovias. Com isso, o governo federal ficará encarregado de obras de ampliação e duplicação dessas rodovias federais. Nas rodovias que já passaram para a iniciativa privada, como a Dutra, a expansão também é uma obrigação contratual dos consórcios. Outra mudança anunciada é que, a partir do próximo lote de privatização, o governo deixa de receber indenização dos consórcios que vencerem as licitações. O governo estipulou um teto máximo de R$ 3,00 de pedágio a cada 100 km. As empresas que oferecerem o menor valor de pedágio ganham as concessões, sem pagar nada ao governo. Ou seja, ganha a licitação para explorar o pedágio quem cobrar menos do usuário. Atualmente, segundo Padilha, o valor médio de pedágio é de R$ 4,29 a cada trecho de 100 km. ‘‘O governo abriu mão da taxa de indenização para diminuir a tarifa de pedágio’’, declarou Padilha. ‘‘Se fosse cobrada, a taxa seria revertida em aumento de pedágio ou em um menor número de obras, o que prejudicaria o usuário.’’ O ministro não detalhou quanto será gasto pelo governo em obras de duplicação e ampliação. Ele anunciou que apenas estradas das regiões Sul e Sudeste serão privatizadas e receberão pedágio. Nas demais regiões, o governo pagará às empresas que fizerem a manutenção. As novas regras passam a valer a partir do próximo leilão de privatização, que deve ocorrer em setembro. (A.E.)

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