Londrina – A tarifa do transporte coletivo de Londrina pode ter três preços, de acordo com a forma de pagamento e o horário de utilização dos ônibus. O projeto elaborado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foi encaminhado ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e está sendo analisado pela Procuradoria Jurídica do Município.
A proposta prevê uma cesta de tarifas: o usuário que utilizar o cartão transporte continuaria pagando a tarifa atual: R$ 2,30. Para o pagamento em dinheiro, o valor seria acrescido. O usuário que utilizar o transporte fora do horário de pico, entre 9 horas e 11h30 e das 14h30 às 17h30, também pagaria menos. Esses valores diferenciados ainda não estão definidos.
"Nem negociamos nada ainda com as empresas que controlam o transporte coletivo na cidade. Queremos ter certeza primeiro que há legalidade nesta proposta", explicou o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas.
Ele ressaltou que a Companhia estudou exemplos parecidos em outras cidades e realizou vários cálculos, que comprovaram que essas mudanças não vão inviabilizar o serviço do ponto de vista econômico. "De forma imediata teremos uma migração entre 60% e 70% dos usuários para o cartão transporte. Entre 20% e 25% vão buscar os ônibus fora do horário de pico e após dois anos desta mudança deveremos ter apenas 5% utilizando o pagamento com dinheiro", frisou o presidente. Diariamente, cerca de 120 mil usuários passam pelo Terminal Urbano de Transporte Coletivo.
Outro item apresentado no projeto é o distanciamento dos pontos de ônibus. Hoje, muitas paradas estão distantes apenas 50 metros uma das outras. "Isso gera um desconforto ao usuário, demora nas paradas e desgaste dos veículos", apontou Geirinhas. O objetivo é que os pontos estejam a 400 metros de distância. "Nós só vamos agilizar o percurso quando o passageiro ficar o menor tempo possível dentro do ônibus, tivermos menos paradas e mais corredores exclusivos."

Aplicativo
A CMTU estuda também a implantação de um aplicativo para celular denominado GPRS, que vai permitir ao usuário ter acesso aos horários dos ônibus, trajetos, tempo de viagem e qual a linha mais indicada para o seu destino. Os equipamentos de monitoramento ficarão instalados dentro dos ônibus.
"A pessoa vai saber exatamente o horário que o ônibus vai passar no ponto e que horas vai chegar no destino. Vai permitir ao usuário tomar as melhores decisões", garantiu o presidente da CMTU. A iniciativa prevê englobar também os novos modelos de pontos de ônibus, que serão construídos baseados na Lei Cidade Limpa. "Os pontos terão letreiros eletrônicos com todas as informações dos horários e das linhas que passam naquele local."

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