Tarifa do transporte coletivo sobe para R$ 2,45
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A partir de domingo o usuário vai pagar mais caro pela tarifa do transporte coletivo em Londrina. O valor da passagem de ônibus passou de R$ 2,20 para R$ 2,45, reajuste de 11,3%. O preço do Psiu subiu de R$ 3 para R$ 3,25. O preço da passagem estava inalterado havia dois anos.
O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff.
A administração municipal optou por manter subsídio no valor de R$ 6,9 milhões por ano. A novidade é que R$ 2 milhões ficaram contingenciados e serão liberados somente se houver comprovação de necessidade. Sem o aporte financeiro, a tarifa ficaria em R$ 2,55. O valor pleiteado pelas empresas era de R$ 3,10.
O reajuste só não foi maior porque a prefeitura retirou da planilha de cálculo um item relativo ao lucro das empresas, que poderia onerar em mais 7,5% a passagem. A questão está sendo discutida judicialmente (ver box).
O contrato prevê que as prestadoras do serviço têm que ter lucro líquido de 7,5% a 10% ao ano, além do lucro previsto na remuneração de capital. Para a administração municipal, a previsão de pagamento de porcentagem sobre lucro líquido é prejudicial aos cofres públicos. "Esse percentual, historicamente, nunca compôs a planilha. Somente passou a compor a partir de um acordo feito em 2009, que geraria inúmeras consequências (duplicidade de pagamento) e a procuradoria entende que esse percentual não se refere a um dos itens da composição da planilha", salientou o procurador Zulmar Fachin.
O Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (Metrolon) contesta e alega que o reajuste concedido "não cobre sequer os aumentos salariais que as empresas já concederam aos seus empregados em 2011 e 2012, que totalizam 14,6%" (ver box).
Os motoristas e cobradores ameaçam greve a partir de amanhã caso não obtenham reajuste de 13%. Uma reunião entre as partes está marcada para hoje no Ministério Público do Trabalho (MPT). "Esta reunião é definitiva do nosso ponto de vista para termos um desfecho. As empresas estavam escoltadas nessa posição, que não tinha segurança econômica ou jurídica, para negociar com o sindicato. Isso não é mais empecilho", observou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores (Sinttrol), João Batista da Silva.
O anúncio do reajuste gerou uma corrida aos guichês do Terminal Urbano. Usuários formaram longas filas para comprar créditos. "Achei alto demais. Acho até que estudantes não deveriam pagar", reclamou a universitária Keren Santos. "Se o serviço fosse bom, não acharia ruim, mas é horrível", esbravejou a estudante Thábata Alvarenga.


