Tarifa do transporte coletivo sobe 12,5%
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina - A tarifa do transporte coletivo em Londrina vai custar R$ 2,25 a partir da zero hora do próximo domingo, dia 28 de dezembro, um reajuste de 12,5%. Com o argumento de estimular o uso, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que a passagem para quem pagar com cartão transporte vai custar R$ 2,12.
Como a meia passagem é válida somente com a utilização do cartão, o valor reajustado do meio passe passa a ser de R$ 1,06. Os novos preços também abrangem a tarifa cobrada nos microônibus - o Psiu -, que vai passar de R$ 2,50 para R$ 3,00. A nova composição tarifária foi assinada ontem pelo prefeito Nedson Micheleti.
O presidente da CMTU, Mauro Yamamoto, justificou que o último reajuste havia sido concedido em janeiro de 2006 e que, neste período, praticamente todos os custos que compõem a planilha, como folha de pagamento e impostos por exemplo foram reajustados. Ele afirmou que nestes três anos sem reajustes, a Prefeitura foi pressionada ''todos os meses'' pelas empresas que exploram o serviço no Município mas não cedeu.
O último aumento - quando a passagem passou de R$ 1,90 para R$ 2,00 - provocou uma forte reação na cidade, principalmente entre os estudantes secundaristas, que ainda hoje brigam pelo passe livre. Os protestos se arrastaram por vários dias e, em pelo menos duas oportunidades, houve interrupção do serviço devido ao bloqueio das saídas do Terminal Urbano. Desta vez, Yamamoto comentou que, ''pessoalmente, não acredita'' em nova onda de protestos em razão dos anos em que a tarifa não sofreu alteração.
O presidente da CMTU explicou que a idéia de definir preços diferenciados para quem paga em dinheiro ou cartão foi para estimular o uso desta última forma de pagamento. Os cálculos de custos feitos teriam detectado que a utilização do sistema eletrônico de pagamento garante maior agilidade e eficiência, além de melhorar a segurança na medida em que reduz o volume de dinheiro circulando nos coletivos. ''Além de um maior controle, o uso do cartão agiliza as operações de embarque e desembarque e, consequentemente, no tempo de deslocamento dos ônibus, interferindo no custo'', afirmou.
Conforme Yamamoto, 63% dos usuários do transporte coletivo usam o cartão transporte e o restante paga com dinheiro. A expectativa é produzir melhorias no sistema e vantagens ao usuário. Os números atuais sobre o uso do cartão, entretanto, são bem diferentes dos divulgados em janeiro de 2006. Naquela ocasião, a CMTU informou à FOLHA que a bilhetagem eletrônica havia atingido 90% dos usuários. Yamamoto comentou apenas que os números divulgados por ele ''eram os do último levantamento feito''.


