Londrina - O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, anunciou na manhã de ontem que não haverá aumento na tarifa do transporte coletivo em Londrina, pelo menos por enquanto.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) havia protocolado no final do ano passado um pedido de reposição do valor da tarifa coletivo, que há um ano é de R$ 2,35, e que tem subsídio de R$ 0,15, o que resulta no valor de R$ 2,20, que está sendo cobrado dos usuários.
Segundo Nadai, as empresas Transporte Coletivo Grande Londrina (TGCL) e Londrisul, concessionárias do transporte coletivo, enviam mensalmente à CMTU planilhas com os custos e em cima desses relatórios os técnicos verificaram que não há necessidade de reajuste.
''Tivemos algumas melhorias implantadas no último ano, como as faixas de uso exclusivo, que possibilitaram a retirada de nove ônibus do sistema. Também foram comprados 68 novos ônibus, o que melhora a eficiência, principalmente em relação à manutenção. Outras melhorias previstas para este ano, como a faixa exclusiva para ônibus nas avenidas Tiradentes e Leste-Oeste - que devem entrar em operação até maio - e o terminal da Zona Oeste, que deverá começar a operar até setembro, devem possibilitar a retirada de mais veículos e assim poderemos manter o valor da tarifa'', explicou.
Nadai garantiu que também foi levado em consideração o aumento de 3,5% nos salários de motoristas e cobradores previsto para junho e a possível implantação do passe livre, mas ressaltou que não sabe por quanto tempo o valor será mantido.
''É uma decisão válida para esse momento. Pode ser que ainda neste ano ocorra uma mudança, se houver uma variação muito grave em insumos, como combustíveis e pneus. O objetivo é aplicar a tarifa técnica correta. As melhoras no sistema justificam o não aumento.''
O presidente da CMTU também disse que o Metrolon foi comunicado em reunião na tarde de quinta-feira e que havia informado que os números não batiam com os das empresas, mas não fez mais observações. De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, o órgão não foi comunicado oficialmente e irá pedir as planilhas que a companhia usou para analisar a decisão de manutenção do valor da tarifa.
O Metrolon informou, por meio de nota, que discorda das informações de Nadai e que protocolou ofício solicitando à CMTU cópia da planilha de cálculo tarifário, que é o instrumento que indica se há ou não necessidade de reajuste.
O sindicato aponta que apenas os reajustes salariais recentes alteram o preço da tarifa atual em 5%. Indica também que houve renovação de parte da frota, aumento da quilometragem e do número de ônibus em circulação. Somente após a análise da planilha, será determinado qual providência o Metrolon irá tomar.
Londrina conta hoje com 127 linhas e aproximadamente 400 veículos, atendendo mensalmente 4,2 milhões de passageiros.

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