Tarifa do pedágio sofrerá variações
Giovani Ferreira
De Curitiba
O reajuste das tarifas será diferenciado entre as 26 praças de pedágio. Em média o aumento deve ser de 76% para os caminhões e 116% para os demais usuários. De acordo com o secretário de Estado dos Transportes, Heinz Herwig, o valor final do reajuste vai atender critérios de arredondamento e respeitar algumas definições sobre o novo cronograma de obras estabelecido para cada um dos seis lotes do Anel de Integração.
Por conta do arredondamento, recurso natural utilizado para definir valores mais redondos, as tarifas podem apresentar variações de reajuste entre as postos de pedágio. O secretário disse que essa diferença pode ser para cima ou para baixo dos 76%, que será o percentual médio do reajuste para os caminhões. No caso dos automóveis e outras categorias de usuários, pode ser que o aumento fique um pouco abaixo, mas nunca superior aos 116% definido pela Justiça.
Sobre a definição do percentual por conta das obras, Herwig explicou que irá depender do novo cronograma estabelecido com cada uma das concessionárias. Existem regiões onde o volume de obras exigiu um reajuste superior à média trabalhada pelo governo. A variação, nesse caso, deve incidir somente sobre a tarifa dos caminhões. O secretário não adiantou o limite máximo do reajuste por conta da negociação sobre as obras.
Heinz confirmou que o anúncio do acordo entre o governo do Estado e as concessionárias deve ser feito no máximo até quinta-feira. A princípio, como a Folha adiantou na semana passada, a divulgação seria feita amanhã, mas por conta das mudanças promovidas ontem pelo governador Jaime Lerner em algumas secretarias, Heinz acredita que a oficialização do acordo deve atrasar pelo menos um dia.
Segundo o secretário, as negociações estão sendo feitas de forma individual, onde cada concessionária estebelece os termos do seu acordo direto com a Secretaria de Estado dos Transportes. Na verdade, são seis acordos diferentes, que atendem as particularidades de cada um dos contratos. Essa individualidade nas discussões foi necessária porque o cronograma de obras é diferenciado para cada um dos lotes. Para definir o novo volume de obras, com o objetivo compensar o reajuste reduzido para os caminhões, o Estado precisou reavaliar as diferentes realidades.
As concessionárias admitiram ontem que estão negociando um acordo com o governo. Só não confirmaram os percentuais de reajuste que estariam sendo definidos. As empresas que administram as rodovias não confirmaram os percentuais, alegando que os valores ainda não teriam sido fechados. O governo o os seis consórcios querem definir o acordo antes da próxima segunda-feira, data-limite para que passe a vigorar o reajuste linear de 116%, determinado em fevereiro pela Justiça Federal.
Os diretores das concessionárias estão evitando falar sobre o assunto. A Folha procurou a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR), mas o presidente interino da entidade, Carlos Alberto Felizola Freire, não retornou os telefonemas.





