Santiago, 31 (AE) - A tarifa real de importação que pagam os produtos ao entrar no Chile caiu para 7,5%, de acordo com dados divulgados hoje pela Câmara de Comércio do Chile. Essa alíquota é 1,3 ponto porcentual menor ao de um ano atrás. A diferença entre as alíquotas real e geral, que em novembro do ano passado era de 10%, se deve aos direitos menores que pagam os produtos beneficiados por preferências tarifárias outorgadas a países com os quais o Chile tem acordos comerciais.
Essa redução se deve também à liberalização horizontal que o Chile concedeu a alguns itens específicos, como os de informática, por exemplo. Em janeiro do ano passado, a alíquota de importação real havia caído para 6,4%, em função de uma redução de 1 ponto porcentual na alíquota geral, que passou para 9% naquele mês por causa da redução gradativa prevista nos tratados comerciais chilenos.
Por regiões, os produtos provenientes do Mercosul pagaram em novembro do ano passado, por exemplo, uma alíquota média de 4 7%. Os produtos importados dos restantes países da América Latina recolheram 3,9% de impostos de importação, segundo a Câmara de Comércio. Já os produtos asiáticos pagaram 9,2%; os europeus, 9,7%; e os norte-americanos, 6,5%, segundo as agências internacionais.
Uma das razões pelas quais o Chile não tem intenções de fazer parte do Mercosul como membro pleno é justamente a sua tarifa real de importação. A alíquota média no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para terceiros países é de 12% a 14%, conforme a Tarifa Externa Comum (TEC).

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