Tarifa baixa não compromete a segurança, afirmam companhias
Presidentes de empresas aéreas garantiram ontem que as campanhas promocionais de redução de tarifas não significam a diminuição de investimentos na área de segurança. Nós podemos comer o pão que o diabo amassou, mas os aviões só decolam em ordem, disse o presidente da TAM, comandante Amaro Rolim. A segurança dos vôos é inflexível, inelástica, resumiu o presidente Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), brigadeiro Mauro Gandra. Os presidentes das companhias aéreas estiveram reunidos, ontem, na sede do sindicato, no Rio, para debater a segurança nos vôos.
O presidente da Varig, Fernando Pinto, citou o exemplo do MD-11 de sua empresa que seguia de São Paulo a Paris e foi obrigado a retornar do Oceano Atlântico para Recife, no início da madrugada de domingo, por problemas de despressurização na cabine, para ratificar o discurso dos colegas. O avião voltou para corrigir um problema, por medida de segurança, e não houve motivo para alardes, disse. Foi uma operação normal. O MD-11 transportava 250 passageiros e decolou novamente para Paris às 20h15 de domingo.
Rolim contou que após o acidente de julho de 1997 com um Fokker 100 da TAM, que seguia de Vitória para São Paulo, sua empresa criou uma Divisão de Procedimentos, com a contratação de agentes especiais de segurança. Eles têm a tarefa de observar a movimentação de passageiros suspeitos no saguão dos aeroportos. Foi o único caso de explosão de uma bomba na literatura aérea do Brasil, disse, referindo-se ao acidente que causou a morte de uma pessoa e deixou cinco feridas.
Ética - No encontro, Pinto sugeriu aos colegas a criação de um código de ética entre as empresas para a troca de informações sobre incidentes e acidentes aéreos. Pode haver a guerra comercial que houver, mas não vai haver guerra técnica, frisou Rolim, que apoiou a proposta. O presidente da Transbrasil, Celso Cipriani, apresentou números referentes ao período de 1991 a 1995 que apontam o Brasil em melhor situação do que a Europa com relação ao índice de acidentes aéreos por milhão de decolagens (1,59 por 1 milhão, enquanto o da Europa foi de 1,6 por 1 milhão). Nenhuma empresa aérea faz economia em segurança, disse.Arquivo FolhaPrevençãoComandante Rolim, da TAM: empresa contratou agentes especiais para se prevenir contra atentados a seus aviõesSílvio Barsetti
Agência Estado





