Tarefas na Amoco podem ter causado câncer em empregados
NAPERVILLE, Illinois - Seis funcionários do centro de pesquisa da companhia petrolífera BP Amoco podem ter contraído câncer no cérebro em consequência das atividades que desenvolviam na empresa. A suspeita foi levantada a partir de três anos de estudo feitos por médicos contratados pela Amoco, com sede perto de Chicago.
Os médicos, contratados pela Universidades do John Hopkins e do Alabama, afirmaram que, mesmo as evidências sendo preliminares e não apontarem causa definitiva, a estatística obtida sugeriu que a "exposição ocupacional" pode ter afetado seis químicos pesquisadores. Esses cientistas tiveram diagnosticado na última década um tipo de câncer raro - na maioria das vezes mortal, conhecido como glioma.
Ainda de acordo com os pesquisadores, não foi encontrada nenhuma evidência de que outros 13 casos de tumores no cérebro não-glioma estivessem ligados ao trabalho.
Há dez ações contra a companhia em nome de 21 pessoas, algumas com tumores cancerígenos no cérebro ou não e outras com diferentes tipos de câncer. Nos processos consta que os funcionários foram espostos aneurotoxinas, elementos que contaminam o sistema nervoso central, uma consequência da má ventilação e poucas medidas de segurança.





