Tiro com arco, pernas de pau e slackline: espaços convidativos para prática de atividades ao ar livre
Tiro com arco, pernas de pau e slackline: espaços convidativos para prática de atividades ao ar livre | Foto: Ricardo Chicarelli



Os dias quentes do verão são ideais para a prática de atividades ao ar livre. Se forem gratuitas, melhor ainda. Uma parceria entre a FEL (Fundação de Esportes de Londrina), instituições e empresas da cidade promete deixar mais divertidos os domingos no aterro do Lago Igapó (zona sul). São diversas atividades físicas e recreativas voltadas a pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos.

O primeiro dia de atividades aconteceu neste domingo (13) e, mesmo sob o forte calor, não faltou ânimo para o público que compareceu ao aterro. Um dos espaços mais disputados foi o que disponibilizou pernas de pau para quem se arriscou a testar o equilíbrio. O servidor público Carlos Máximo de Lima esbanjava desenvoltura sobre o brinquedo. "Eu estava passando por aqui, vi as pernas de pau e não resisti. Brinquei muito disso na roça, quando eu era criança. Fazia uns 40 anos que não subia em uma dessa aqui, mas é igual bicicleta. Você não perde o jeito", comentou.

A dona de casa Alexsandra Oliveira também brincava com pernas de pau quando criança e levou a filha, Isadora, de oito anos, para brincar. "Eu sempre via as crianças brincando e tinha vontade. Queria aprender. No começo é difícil, mas eu já estou pegando o jeito. É legal."

Na área reservada ao tiro com arco, dois instrutores ensinavam algumas técnicas do esporte olímpico milenar. A Alta (Associação Londrinense de Tiro com Arco) mantém, desde 2015, projetos em dois colégios estaduais da cidade que consistem em ensinar o esporte a 60 crianças e adolescentes no período do contraturno escolar. A iniciativa já começa a dar frutos. Em 2018, dois alunos foram campeões em competições nacionais. Agora, a associação trabalha para difundir a modalidade e conquistar mais adeptos. "A pessoa, quando vem para o arco, a impressão que dá é que já tem aquilo no sangue. Aí é só ir lapidando e trabalhando o talento", disse o presidente da Alta, Fernando Alexandre.

Para o aterro do Igapó, a associação levou arcos de baixa potência e os alvos foram fixados a uma distância de cinco metros, tudo para garantir a segurança dos principiantes e do público que parou para olhar. O operador de máquinas Elton Fernandes foi até o aterro atraído pelo tiro com arco, pesca e air soft. Começou pelo tiro com arco. "Foi a primeira vez que tentei. Tinha muita curiosidade de saber como era. Pensava que era mais difícil. Tenho vontade de praticar", contou.

Ao lado do espaço reservado ao tiro com arco, uma fita elástica esticada entre duas árvores convidava o público para a prática do slackline, sob orientação de instrutores da Vertical Adventure, empresa de turismo de ecoaventuras. Além da slackline, o grupo levou para o aterro ascensão de rapel e, para os próximos domingos, promete instalar uma mini tirolesa e uma falsa baiana, atividade de deslocamento que utiliza duas cordas paralelas, uma acima da outra. "Estamos divulgando os esportes verticais. A ascensão de rapel é para crianças, mas a tirolesa é para qualquer idade", disse Rômulo Casanova.

"Já vi várias pessoas praticando o slackline na TV. Imaginava que fosse mais difícil, mas mesmo assim já vi que isso não é para mim. É melhor eu procurar outro esporte. Tem que ter muito equilíbrio e não tremer. Mas foi divertido", disse a estudante Janaina Aparecida da Silva.

Além da prática de atividades físicas, a ação teve também orientações sobre a importância de se manter uma vida equilibrada, conciliando o esporte com uma alimentação balanceada e distribuição de sorvetes.

As atividades no aterro seguem pelos próximos domingos, até 3 de fevereiro, das 14 às 18 h. "No aterro, são três mil pessoas circulando diariamente e nosso intuito é levar a comunidade às práticas esportivas", disse o presidente da FEL, Fernando Madureira.

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