Tápias e Oliveira se reúnem para discutir fusão14/Mar, 21:50 Por Renato Andrade Brasília, 14 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, e o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gesner Oliveira, se reunirão amanhã (15) para discutir a fusão das cervejarias Brahma e Antarctica, formando a AmBev. O ministro colocou-se como interlocutor nas discussões sobre possível concentração no mercado a partir da futura fusão das cervejarias Brahma e Antarctica. As sugestões recolhidas pelo ministro, em várias audiências com representantes de cervejarias serão mais um subsídio para os conselheiros do Cade fazerem sua avaliação do processo. Hoje, representantes da Kaiser estiveram no Cade, onde participaram de uma audiência pública para discutir a fusão. Antes da audiência, o presidente da empresa, Humberto Pandolpho, deu entrevista onde avaliou que uma decisão semelhante à adotada no caso Kolynos/Colgate não deve solucionar os problemas que têm sido apontados no processo de fusão das cervejarias Brahma e Antárctica. Há quatro anos, na análise da fusão das duas marcas de pasta dental, o Cade aprovou a fusão, determinando, no entanto, como medida de restrição, a retirada da marca Kolynos do mercado por um período de cinco anos. O produto foi substituído pela marca Sorriso. De acordo com estudo apresentado pelo diretor financeiro da Kaiser, Rawlry Martos, em 1996, antes da fusão, as marcas Kolynos e Colgate detinham 65% do mercado brasileiro de pastas de dentes. Em 1999, as marcas Sorriso e Colgate detinham 63% deste mercado. "A solução proposta pelo Cade mostrou-se, em termos concorrenciais, ineficaz. O que houve foi uma transferência de market share", sustentou o presidente da Kaiser, Humberto Pandolpho. A direção da Kaiser ainda não definiu quando vai propor à Justiça ação para solicitar o afastamento da conselheira Hebe Romano, da relatoria do processo de fusão entre as cervejarias Brahma e Antarctica. "Ainda estamos avaliando os argumentos que serão apresentados e o tipo de ação com que iremos ingressar", afirmou Luiz Vergueiro, um dos advogados da Kaiser. A única definição já tomada, segundo ele, é que a empresa vai protocolar a ação na 1ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

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