Tápias diz ter certeza que investigação contra Gros será arquivada
Tápias diz ter certeza que investigação contra Gros será arquivada2/Mar, 18:25 Por Adriana Fernandes e José Ramos Brasília, 02 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, disse hoje que não tem dúvidas de que o Ministério Público deverá arquivar as investigações contra o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros. Tápias referia-se à representação encaminhada ontem ao Ministério Público, por parlamentares do PT, pedindo a abertura de inquérito civil público contra Gros, que foi sócio do BFC S/A, liquidado extrajudicialmente, com uma dívida de R$ 32 milhões com o BNDES. "Esse é um processo que a Justiça já examinou e arquivou", disse o ministro, acrescentando que não tem dúvidas de que após as novas investigações, o Ministério Público deverá novamente decidir pelo arquivamento do caso. O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), e o líder do PT na Câmara, Aloízio Mercadante (SP), travaram hoje um debate no plenário da casa a respeito da posse de Gros. Virgílio defendeu a posse, criticada por Mercadante, argumentando que, desde maio de 1991, o novo presidente do BNDES não fazia parte do controle do banco BFC, que veio a ser liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 1995. Segundo Virgílio, Gros era apenas proprietário de 33% das ações com direito a voto na instituição, equivalentes a 13% do capital total. Disse, ainda, que o próprio Banco Central reconheceu em Gros a condição de idoneidade moral e reputação ilibada, ao permitir que ele ocupasse o cargo de diretor, no Brasil, do banco Morgan Stanley, desde dezembro de 1993. O líder do governo afirmou que a liquidação extrajudicial do BFC não atingiu Gros por não ter sido verificado nenhum ato dele que tivesse sido responsável pela crise na instituição. "Ele era um acionista minoritário", sustentou Virgílio. O líder lembrou, ainda, que o Ministério Público conseguiu, à época, uma liminar judicial para que o bloqueio dos bens dos controladores do BFC fosse estendido aos bens de Gros. Mas lembrou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derrubou essa decisão.





