Moscou, 17 (AE-ANSA) - Uma coluna de tanques russos e unidades da infantaria entraram hoje (17) na república separatista da Chechênia, na fronteira com o Daguestão, onde as tropas de Moscou combatem os guerrilheiros chechenos que há 11 dias ocupam vários povoados. A notícia foi divulgada pela agência de notícias Interfax, que citou fontes do governo checheno. A presença das forças russas na república separatista também foi denunciada pelo líder checheno Aslan Maskhadov, que definiu como "uma agressão" o ingresso das tropas russas ao território da Chechênia. Nas montanhas do Cáucaso, os rebeldes islâmicos afirmaram nesta terça-feira (17) que receberam o reforço de mais 100 homens. Caças e helicópteros russos continuam a bombardear as aldeias ocupadas pelos guerrilheiros. As forças armadas russas afirmam que estão vencendo a batalha. O Ministério do Interior disse que do total de 1,2 mil rebeldes que encontram-se na região, cerca de 450 foram mortos nos ataques aéreos. No entanto, em Ansalta, uma das aldeias sob controle dos militantes islâmicos, não havia sinais de fortes baixas e os rebeldes disseram que receberam o reforço de mais 120 homens que chegaram da Chechênia. Ontem (16) a aldeia foi visitada por jornalistas. Os guerrilheiros chechenos controlam completamente pelo menos três aldeias e os russos mostram relutância em enviar a infantaria para expulsar os invadores. Moscou tem um número maior de soldados e de armas, contudo, até o momento utilizou-se somente da força aérea e da artilharia de longo alcance, aparentemente para reduzir suas baixas. Para estimular os soldados, o presidente russo, Boris Yeltsin, anunciou hoje (17) um aumento salarial aos militares que participam das operações no Daguestão. A notícia foi dada por Yeltsin durante uma reunião com o primeiro-ministro Vladimir Putin.

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