O presidente da TAM, comandante Rolim Amaro, anunciou que a empresa vai intensificar a fiscalização nas bagagens de passageiros em todos os seus vôos para evitar novos problemas, como o ocorrido no dia 9, quando uma bomba explodiu na aeronave e o passageiro Fernando Caldeira Moura morreu, após ser atirado para fora do avião.
Antes de tomar conhecimento das suspeitas da PF sobre o passageiro Leonardo de Castro, o comandante Rolim Amaro havia declarado não ter a menor idéia de quem poderia ter colocado a bomba no avião.
Segundo o comandante, desde o primeiro dia, quando entrou no avião e viu o tamanho do rombo, teve certeza de que não se tratava de falha estrutural. Ele afirmou que tem pressa na divulgação do relatório sobre a explosão. O comandante descartou a possibilidade de repensar o sistema de treinamento de seu pessoal ou intensificar a revisão nos aviões. ‘‘Não pretendo fazer mais nada além do que vinha fazendo’’, comentou, acrescentando que tem a consciência tranquila em relação ao trabalho desenvolvido pela sua empresa. Ele negou que a TAM exija excesso de horas de trabalho dos seus funcionários ou não treine adequadamente seu pessoal. ‘‘A TAM não tem esses problemas.
Rolim esclareceu que a medida que ele considera necessária, nesse momento, para aumentar a segurança nos vôos, é intensificar a vistoria das bagagens dos passageiros, em benefício deles próprios. Sofreriam maior rigor na vistoria não apenas as malas e pacotes que são despachados para o compartimento de carga, mas também as bagagens de mão.
O presidente da TAM avisou que não tem nenhuma intenção de substituir a sua frota de Fokkers por qualquer outro tipo de avião. ‘‘A TAM está muito feliz com os Fokkers’’, prosseguiu ele, justificando a qualidade dos aviões com o fato de que mesmo após a explosão, com uma bomba de alta potência, o aparelho continuou voando.
‘‘O que eu tenho de fazer agora é procurar a família do senhor que morreu (disse, referindo-se ao engenheiro Fernando Caldeira Moura, arremessado do avião depois da explosão) e ver no que posso ajudar’’, informou Rolim. O comandante declarou que está tranquilo porque nada mudará o seu negócio. Na sua opinião, a existência de uma bomba, porém, não isenta a TAM de responsabilidade. Para o comandante, o relatório do vôo do acidente com o outro Fokker, no dia 31 de outubro do ano passado, mostrará que a TAM está no caminho certo e que sempre esteve. O relatório do vôo 402 deverá ser divulgado pelo Ministério da Aeronáutica em no máximo 20 dias.

mockup