TAM vai ao Cade reclamar do desequilíbrio de competição
São Paulo, 11 (AE) - O comandante Rolim Adolfo Amaro, presidente da TAM, cansou de esperar que o governo faça alguma coisa pelo setor de aviação e pelas empresas que atuam nele. Por conta disso, resolveu agir por conta e em causa própria.
"Entrei com uma consulta no Cade contra o desequilíbrio de competição que existe entre as empresas", disse hoje. Rolim alega que, como não pagam suas dívidas ao governo, as outras companhias acabam tendo um subsídio indireto de 23% e, com isso, têm condições de oferecer mais vantagens aos clientes.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ligado ao Ministério da Justiça, é o órgão que cuida da proteção à concorrência. Inicialmente, ele irá verificar se realmente há algo errado, para depois iniciar as investigações. "Se não há uma política definida para o setor, alguém tem que se manifestar", prega o comandante.
Bolívia - A informação de busca de ajuda no Cade foi dada no mesmo dia em que a TAM Mercosul recebeu concessão para operar na Bolívia. As negociações em torno da abertura de uma nova empresa naquele país começaram há um ano. "Temos 180 dias para começar a voar lá", contou Rolim. Segundo ele, estão previstos investimentos de US$ 50 milhões na rota.
Na Bolívia, a TAM Mercosul, que tem sede no Paraguai, será concorrente da Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), controlada pela Vasp. "Acreditávamos no desenvolvimento do mercado paraguaio, como isso não aconteceu, precisamos aumentar a área de atuação"
justifica o empresário. Além disso, a TAM quer marcar presença em outros países, porque Rolim acredita na abertura dos céus do Mercosul em 2 anos.





