TAM nega envolvimento de comandante com Meres
São Paulo, 13 (AE) - A diretoria da TAM Linhas Aéreas repudia a informação de que o comandante da empresa Rolim Amaro teria ligação com o caminhoneiro Jorge Meres, testemunha-chave da CPI do Narcotráfico. A informação foi veiculada pelo jornal Correio Popular, de Campinas (SP), e consta de reportagem distribuída ontem (12) pela Agência Estado.
A reportagem relata a acusação que constaria de uma fita gravada com o depoimento do empresário foragido William Sozza, acusado de ser um dos líderes do crime organizado em Campinas. Nela, Sozza diz que Meres seria amigo do comandante Amaro.
A seguir, a íntegra da carta enviada em nome da diretoria da TAM ao jornal "O Estado de S.Paulo", que publicou a mesma matéria distribuída pela AE:
"Em nome da diretoria da TAM, repudiamos com veemência e indignação a matéria publicada na edição de 13 de dezembro de O Estado de S. Paulo que, baseada em suposta entrevista de um foragido a um jornal de Campinas, faz referências irresponsáveis sobre a vida e a honra do Comandante Rolim Amaro, presidente da TAM.
Toda matéria é tortuosamente escrita e editada com uma alegada e também suposta declaração do senhor Jorge Meres, denunciante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico e segundo a qual seria amigo e teria apresentado um cartão do Comandante Rolim Amaro.
A declaração sobre a amizade com o Comandante Rolim não é apenas uma suposição, mas mentira. Os cartões, como a imprensa brasileira sabe, são distribuídos aos milhares, todos os dias, nos aeroportos e nos aviões da TAM.
A reportagem alega ainda que o presidente da TAM não foi encontrado até o início da noite de domingo. Telefonaram para o serviço Fale com o Presidente e, oferecido o celular do assessor Paulo Pompilio, foi recusado. Ademais, a jornalista Lisandra Martins, da Assessoria de Imprensa da TAM esteve de plantão de manhã e à tarde e não foi acionada por quem quer que seja.
Assim, perplexos por ver tal matéria nas páginas de um jornal com a tradição centenária de O Estado de S. Paulo, percebemos como a irresponsabilidade constrói uma falsidade que tenta, por meios escusos, atingir a reputação de um honrado cidadão brasileiro."
Ainda segundo a fita de posse do Correio Popular, Sozza teria dito que Meres afirmou que, se precisasse de uma "passagem a preço miserável", conseguiria com o comandante Rolim. Sozza ainda teria dito que não estava envolvendo o empresário em um "esquema", mas, segundo ele, apenas dizendo o que supostamente ouvira de Meres. O sub-relator da CPI do Narcotráfico, Robson Tuma (PFL-SP), disse que um informante da CPI já havia citado o nome da empresa e que a informação seria investigada.





