TAM está aberta a negociações com cias aéreas para fusão
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quinta-feira, 21 de outubro de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 22 (AE) - A TAM está aberta a negociações para a fusão de companhias aéreas no Brasil, disse hoje o presidente da empresa, Rolim Adolfo Amaro. Embora ele acredite que esta não seja a saída ideal para o setor de aviação civil, Rolim afirmou que a TAM "é parceira desta solução". "Não podemos ficar fora disso, tanto pelo nosso tamanho como pela nossa saúde financeira e pela qualidade da nossa prestação de serviços", afirmou o comandante.
Ele não informou, no entanto, qual companhia aérea poderia interessá-lo. "Primeiro precisamos definir o que queremos, e depois para onde vamos", respondeu. O presidente da TAM fez uma palestra hoje no encerramento do 10º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, em São Paulo, promovido pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).
Rolim destacou que as fusões que poderão vir a ocorrer no setor aéreo brasileiro vão solucionar os problemas financeiros das companhias. "As fusões precisam ser consequência da reforma tributária e da redução do Custo Brasil", explicou. "Se fizermos fusão agora, como o governo pensa, vamos corrigir os problemas conjunturais, mas não corrigiremos os estruturais".
Além dessas duas vertentes, disse ele, o governo precisaria tomar outras medidas para facilitar o ambiente competitivo. Se isso acontecesse, as empresas aéreas não teriam mais essa necessidade de fusão para sobreviver. "Ao mesmo tempo em que o governo foi muito liberal ao estabelecer os acordos bi-laterais, promoveu um excesso de controle para nós, em preços
passagens, equipamentos, horários. Isso tirou a flexibilidade das empresas", argumentou.
O comandante também se posicionou contra a abertura do mercado brasileiro de aviação civil para as empresas estrangeiras. Não por temer pela sobrevivência das companhias nacionais, mas sim pela falta de reciprocidade dos mercados internacionais. "Experimente abrir uma empresa brasileira nos Estados Unidos. São muito liberais com as mulheres dos outros, mas extremamente conservadores com as suas próprias."
Para Rolim, a liberação das tarifas aéreas promovida pelo governo no início da semana vai aumentar a agilidade do mercado. "Não poderíamos ficar tão enrijecidos nas correções dos seus rumos por excesso de controle", afirmou. Com essa medida, disse, as tarifas tendem a subir para as pessoas jurídicas e a cair para as pessoas físicas. O mercado de pessoas jurídicas é o principal cliente das companhias aéreas, e ao se cobrar mais deste segmento, será possível oferecer maiores descontos para as viagens de turismo.


