Cem mil clientes da TAM estão recebendo em casa uma carta assinada pelo presidente da companhia aérea, comandante Rolim Adolfo Amaro. Em duas páginas, o comandante presta esclarecimentos aos seus passageiros sobre a explosão ocorrida a bordo do Fokker-100, no dia 9, e sobre os padrões de segurança seguidos pela empresa. ‘‘Em 37 anos de aviação, eu nunca tinha visto pelos céus brasileiros algo de tamanha brutalidade’’, diz ele num trecho da carta. ‘‘O que espero é que a verdade não tarde a chegar à opinião pública e que a ocorrência não fique impune.’
A distribuição dessa carta faz parte dos esforços da direção para restaurar a imagem que foi seriamente comprometida pelos últimos acontecimentos. A explosão que provocou a morte do engenheiro Fernando Caldeira de Campos causou à companhia prejuízos muito mais graves do que a tragédia com outro Fokker, em outubro, quando morreram 99 pessoas. Assessores evitam falar em números concretos sobre a queda do movimento, mas admitem que houve declínio.

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