TAM e Transbrasil pedem aumento médio de 9,5% em passagens
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 11 (AE) - O Departamento de Aviação Civil recebeu hoje o pedido de aumento médio de 9,5% nas passagens aéreas, feito pela TAM e pela Transbrasil. As empresas alegam que o "realinhamento de preços" deve-se à elevação dos custos depois do reajuste de 19,5% no querosene de aviação, que entrou em vigor no último sábado. O pedido será analisado pelos técnicos do DAC e encaminhado, dentro de uma semana, ao Ministério da Fazenda, que decidirá sobre a autorização ou não.
O último aumento de passagens aéreas, de 10,9%, foi concedido em 5 de junho, depois de tramitar durante dois meses no Ministério. Hoje a Varig decidiu suspender todas as promoções e passou a cobrar tarifa cheia nas rotas domésticas e internacionais, o que acarretou um reajuste de cerca de 10% para os passageiros.
Na Ponte Aérea Rio-São Paulo, a mesma medida foi tomada por todas as companhias operadoras. O bilhete passou de R$ 130 para R$ 143 nas companhias TAM, Varig e Rio Sul, e de R$ 108 para R$ 119 na Vasp e na Transbrasil.
Na semana passada, o brigadeiro Mauro Gandra, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação (Snea), havia estimado em 3% o impacto direto do aumento do querosene de aviação sobre o custo das companhias aéreas.
Hoje Gandra disse que além, do combustível, as planilhas de custos das companhias ficaram mais altas por causa do aumento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
da elevação da folha de pagamentos ocorrida em julho de 1997 e que ainda não foi repassada, e, por fim, pela desvalorização do real, que não foi levada em conta no reajuste de junho.
Quando foi baixada a portaria do Ministério da Fazenda autorizando o reajuste de passagens, há dois meses, foi estipulado que não poderia haver novos aumentos no prazo de um ano. O governo pode, contudo, reavaliar a questão para impedir novos prejuízos com ações na Justiça.
A União já saiu perdedora em duas ações impetradas pela Varig e pela Transbrasil, que somam cerca de R$ 5,6 bilhões. Caso perca na Justiça todas as ações em curso, o governo terá um prejuízo de cerca de R$ 12 bilhões.


