O corregedor da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), disse ontem que deu um prazo de dois dias (até amanhã) para o deputado Talvane Albuquerque (sem partido-AL) apresentar os dois assessores dele envolvidos no assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), ocorrido em dezembro. Segundo o corregedor, o depoimento desses assessores é importante para esclarecer o caso, mas a prova fundamental de que Albuquerque faltou com o decoro parlamentar é a comprovação da veracidade dos diálogos entre ele e o pistoleiro Maurício Guedes, o ‘‘Chapéu de Couro’’, gravados numa fita entregue à comissão de sindicância pelo deputado Augusto Farias (PFL-AL), que comprovariam a encomenda do assassinato deste. A fita está sendo periciada no Instituto de Criminalística (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, e o laudo deve ser entregue ao corregedor da Câmara amanhã, às 14 horas. ‘‘Já temos material suficiente para dar uma satisfação à opinião pública’’, afirmou Cavalcanti.

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