O relatório da comissão de sindicância criada para apurar o envolvimento de parlamentares no assassinato da deputado Ceci Cunha (PSDB-AL) deve sugerir a cassação por quebra de decoro parlamentar do mandato do deputado Talvane Albuquerque (sem partido-AL), principal suspeito de ter sido o mandante do crime. O relatório, que deverá ser apresentado na quinta-feira, contudo, não impede que o deputado assuma seu mandato na próxima legislatura - Albuquerque é o primeiro suplente da deputada assassinada -, pois a comissão não terá encerrado os seus trabalhos.
O presidente da comissão e corregedor-geral da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), recebeu ontem por escrito o depoimento dado na sexta-feira à Polícia Federal, em Maceió, de José Bezerra da Silva Júnior, o terceiro assessor de Albuquerque que estava foragido desde o crime, no dia 16 de dezembro.
‘‘O depoimento não muda em nada o andamento do relatório até aqui’’, afirmou Cavalcanti. O assessor do deputado afirmou que se escondeu, como os colegas, ‘‘com o receio de serem presos como assassinatos de Ceci, já que o patrão era suspeito de mandante’’. Júnior diz ainda que Albuquerque teria custeado sua fuga até a cidade de Uianápolis (PA), num total de R$ 500,00.

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