Taipé, 12 (AE-AP) - Taiwan abandonou hoje (12) a política "uma China", que a ajudou a justificar a segurança no Leste Asiático por décadas, incitando uma furiosa Pequim a advertir que Taipé está "brincando com fogo".
Taipé indicou hoje que a idéia de que há somente uma China indivisível que inclui Taiwan - uma fórmula mutualmente aceita que tem prevenido uam guerra entre os dois lados - tem sido usada por Pequim para debilitar a legitimidade do governo da ilha e deve ser desfeita.
O presidente taiwanês, Lee Teng-hui, surpreendeu Pequim no fim de semana ao dizer que as conversações bilaterais somente poderiam prosseguir se fossem consideradas "Estado a Estado" em vez de entre "entidades políticas", a vaga fórmula que tem tornado possíveis as conversações.
Su Chi, presidente do Conselho de Assuntos do Continente do governo taiwanês, disse hoje que a qualificação de Lee, de China e Taiwan como dois Estados em um país, procurava melhorar as relações exortando a China a assumir uma "nova atitude" com relação a Taiwan.
O governo chinês advertiu hoje à noite (no local) que uma visita programada para este ano do negociador da China, Wang Daohan, a Taiwan poderá não ocorrer. "Esse tipo de manifestação significa que não há base de diálogo e contatos entre as duas partes", disse Wang à agência chinesa Nova China.
Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde desde a guerra civil de 1949, insiste que as partes constituem um só país e se reserva o direito de retomar a ilha pela força. "É inevitável que haja um grave efeito nas relações entre os dois lados e na estabilidade do Estreito de Taiwan", advertiu o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhu Bangzao, sem especificamente expressar a ameaça do uso da força.

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