Taiwan ameniza posição com a China
Taipé, 13 (AE-AP) - O governo nacionalista de Taiwan amenizou sua posição hoje (13) um ramo de oliva à China comunista um dia depois de ter enfurecido o governo de Pequim ao repudiar uma política-chave que tem contido atritos na região por 50 anos. No entanto, Taiwan não voltou atrás em seu anúncio de segunda-feira de que não continuará seguindo a política de "uma China" - uma decisão que levou a veladas ameaças de Pequim e pegou de surpresa os governo de Washington e Tóquio.
Em vez disso, Taipé exortou o governo comunista a sentar e conversar e não levantar armas contra Taiwan.
A decisão de Taiwan foi atacada por Pequim, que tem visto a política de "uma China" como uma garantia de que Taiwan não se separará do Continente. Taiwan não foi longe a ponto de declarar sua independência, mas insistiu que as conversações previstas para outubro deveriam ser realizadas sobre a base Estado a Estado.
No entanto, a China acusou hoje o presidente taiwanês, Lee Teng-hui, de perseguir a independência da ilha ao desconsiderar a política de "uma China". A porta-voz da chancelaria chinesa, Zhang Qiyue, disse que Lee está dando "passos extremamente perigosos" e reiterou que Pequim está pronta para usar a força para impedir uma independência formal da ilha, considerada pela China como uma província rebelde desde que o regime nacionalista se refugiou ali em 1949.
Os Estados Unidos, que têm relações privilegiadas com Taiwan ao mesmo tempo em que mantêm relações diplomáticas com Pequim, expressaram hoje seu desejo de que o diálogo prossiga, enquanto reafirmavam seu reconhecimento à política de "uma China". Seguindo a mesma posição dos EUA, o Japão manifestou sua esperança de que Pequim e Taipé discutam seus problemas pacificamente.





