Tailândia corteja investidores com maior eficiência
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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Nina Suebsukcharoen 
Bangcoc (AE-AP) - Aqueles que dão apoio à Tailândia sentem que o anúncio diz tudo. Um painel entitulado 1997, o primeiro ano da crise asiática, mostra um desenho infantil com chuva, trovões e raios. Os painéis para 1998 e 1999 mostram a situação gradualmente melhorando e em 2000, o sol brilha em toda a sua beleza. "Tailândia - Invista agora" diz o slogan.
Na verdade, após enfrentar dois anos de castigantes tempestades econômicas, alguns raios de esperança estão aparecendo no horizonte tailandês.
As exportações dos primeiros nove meses deste ano aumentaram 4,2% e o Banco da Tailândia prevê que este forte e contínuo crescimento irá promover um aumento da economia de pelo menos 4% este ano. Multinacionais, que vão desde a General Electric à montadora de carros BMW, estão fazendo grandes investimentos e o governo concluiu recentemente que pode arranjar-se sem novos empréstimos do FMI.
Apesar disso, os investimentos estão baixos, pois os investidores permanecem cautelosos em colocar dinheiro tão rapidamente no país. No primeiro trimestre de 1999, o total dos investimentos de capital foi de US$ 2.8 bilhões, 34% menor do que o mesmo período do anos passado, de acordo com o Conselho de Investimentos do país.
Atualmente, o Conselho, acusado de atrair capital privado estrangeiro, está trabalhando para determinar a melhor forma de adiantar-se e sustentar o fluxo de caixa que vem de fora do país
o que é vital para a retomada da economia.
O secretário-geral do Conselho, Staporn Kavitanon, disse que no início deste ano, a agência irá iniciar os incentivos fiscais com o objetivo de ajudar os investidores através da diminuição dos custos de produção, melhor logística e força de trabalho mais eficiente.
"No futuro, o uso de incentivos fiscais para competir internacionalmente será difícil, já que as barreiras tarifárias estão caindo", disse. A Tailândia irá cortar impostos de exportação e importação a partir de 1º de janeiro, como parte de um tratado de livre comércio regional.
O Japão é o maior investidor estrangeiro na Tailândia, seguido pelos Estados Unidos, Cingapura e os países europeus.
O Conselho também quer que mais companhias multinacionais usem a Tailândia como base de produção regional. Algumas dessas empresas chegaram ao país recentemente.
A Procter and Gamble está investindo US$ 1.46 milhão para construir um grande centro de manufatura e exportação para produtos "líquidos" como xampu, condicionadores e cremes para pele.
A alemã BMW está construindo uma fábrica para servir como sua base de produção e exportação para a região da ásia e do Pacífico, um investimento de mais de US$ 25.6 milhões.
A G.E. Plastics, uma unidade da gigante americana General Electric, investiu US$ 20 milhões numa fábrica de resinas plásticas.
Anussorn Tamajai, vice-presidente assistente do Citibank, concorda que a queda das barreiras fiscais levará a uma grande onda de investimentos externos, particularmente da Europa, Japão e EUA. Mas se o aumento de investimentos estrangeiros criará empregos, as firmas locais irão, inicialmente, enfrentar o problema da competição com os estrangeiros, afirmou.
Tamajai também advertiu que o conselho de investimentos deve manter uma forte vigilância sobre as empresas estrangeiras que podem transferir seus planos de países com severas leis ambientais para aproveitar-se de leis e controles mais fracos, como na Tailândia.
A Tailândia espera que os investidores sejam encorajados pela decisão do governo de não pedir mais empréstimos ao FMI, o que ajudou o país a superar a crise, depois que as reservas estrangeiras atingiram o confortável nível de US$ 32.2 bilhões.
O diretor do escritório do FMI para a ásia e Pacífico, Kunio Saito, diz que o PIB da Tailândia deve crescer 4% este ano e irá subir ainda mais no ano 2000.
Saito também espera que a classificação de risco internacional, chave para reavivar a confiança internacional, melhore junto com a economia. A Standard and Poors e a Fitch IBCA já elevaram a nota de classificação do risco de investimento para o país. Espera-se que a Moodys aumente o grau da Tailândia para Ba1, o que sinaliza investimento especulativo.


