São Paulo, 02 (AE) - A Tafisa, do Grupo Sonae, está investindo US$ 25 milhões na ampliação da fábrica inaugurada em fevereiro no Paraná. Essa unidade vai produzir, a partir de setembro, um piso à base de MDF (uma chapa nobre feita de madeira reflorestada, com a mesma resistência de madeira maciça). Por enquanto a empresa está testando o mercado brasileiro importando o produto da Europa. "A aceitação foi muito boa", diz o diretor geral da empresa, Edson Ungarelli.
A instalação da fábrica teve investimento de US$ 150 milhões, e é a mais moderna da América do Sul, para produção de MDF e aglomerado de madeira. A previsão de faturamento, no primeiro ano, é de US$ 100 milhões, dos quais 15% estão sendo exportados principalmente para Argentina e Uruguai.
A Tafisa está participando da Fenavem 99, que começou hoje com a participação de 308 empresas, das quais 10% estrangeiras, e previsão de movimentar US$ 150 milhões, o equivalente a 45 a 50 dias de produção das empresas. Os fabricantes de móveis também querem aumentar a participação do produto brasileiro no mercado externo. A Associação Brasileira da Indústria de Móvel (Abimóvel) estima que as exportações devem saltar dos US$ 450 milhões atuais para US$ 1,8 bilhão em 2002.
"Estamos investindo US$ 10 milhões desde o ano passado num projeto para desenvolver o design do móvel brasileiro e qualificar as empresas para exportação", diz o presidente da Abimóvel, Nestor Bérgamo.
O Brasil é grande produtor de matéria-prima, mas tem uma participação ainda tímida no mercado mundial de exportações, que movimenta US$ 54,8 bilhões. Os maiores exportadores mundiais são a Itália (US$ 10,8 bilhões) e a Alemanha (US$ 9,5 bilhões), que não tem matéria-prima, mas design desenvolvido. Entre os países representados na Fenavem estão Taiwan, Tailândia, Itália, Estados Unidos, Malásia e Bélgica.
"Queremos que o Brasil mude seu perfil de exportador de matéria-prima para exportador de produto acabado, com maior valor agregado", diz o presidente da Abimóvel. O mercado interno de móveis movimentou US$ 8 bilhões no ano passado, e deve repetir o faturamento este ano. "É um setor muito dependente de financiamento ao consumidor", comenta Bérgamo. "Com a redução de juros esperada a partir de setembro, o mercado deve se aquecer", diz.
A Fenavem ocupa todo o pavilhão de exposições do Anhembi
com 29 mil metros quadrados de estandes. A feira acontece até o dia 6, com entrada exclusiva para empresários e profissionais do setor.

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