Tabagismo deve matar 104 mil este ano
Agência Estado
Do Rio
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) deu início ontem à preparação do Dia Nacional do Combate ao Fumo, marcado para o próximo domingo, com diversas atividades na orla marítima do Rio envolvendo artistas e desportistas. Para este ano, o instituto escolheu dois slogans: Esporte sem cigarro é mais radical e Arte sem cigarro é um show.
Segundo dados do Inca, o tabagismo (aí incluído o hábito de fumar cigarros, charutos, cigarrilhas, cachimbo e até maconha) é causa direta de 25 doenças, especialmente o câncer de pulmão que este ano deve causar 104,2 mil mortes e registrar 261,9 mil novos casos no Brasil. Este número vem crescendo com a população do País, embora os últimos dados sejam de 1989, colhidos na Pesquisa Nacional de Estilo de Vida, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Naquela época, o Brasil tinha 30,6 milhões de fumantes, 2,7 milhões com menos de 20 anos e, surpreendentemente, 31,9 mil menores de dez anos. No ano que vem devemos fazer novas pesquisas, com dados também sobre ex-fumantes e profissões, adiantou o médico pneumologista Ricardo Henrique Meirelles, da Coordenação Nacional de Controle do Tabagismo, órgão subordinado ao Inca.
Atualmente, não podemos afirmar em que faixa etária cresce o tabagismo, mas há pesquisas indicando que as mulheres jovens de Estados como São Paulo e Rio de Janeiro estão fumando mais que os rapazes. Segundo Meirelles, campanhas como o Dia Nacional do Combate ao Fumo completam outras ações visando o esclarecimento quanto aos problemas trazidos pelo fumo. Um deles é a dependência química, causada pela nicotina e o outro, tão grande quanto, é a incidência de câncer causado pelo alcatrão e pelo monóxido de carbono ingeridos junto com a fumaça, explicou.
Para alertar a população, o Ministério da Saúde há algum tempo vem tomando algumas medidas efetivas. A publicidade de cigarros e outros produtos derivados do tabaco só pode ser veiculada na televisão após as 22 horas. Os maços de cigarros, assim como a publicidade do produto deve trazer um aviso sobre os males do tabagismo. A partir do ano que vem, porém, as frases deste aviso serão obrigatoriamente mais enfáticas.





