Taba parou de voar há 4 anos
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Carlos Mendes 
Belém, 29 (AE)- A empresa Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (Taba), cuja autorização para continuar voando foi cassada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) por não ter se adequado às normas de prevenção contra o bug do milênio, paralisou suas atividades há quatro anos. A empresa teve sua falência pedida por credores na Justiça em razão de dívidas acumuladas com outras companhias de aviação, fornecedores e empregados. Alguns aviões foram penhorados para pagamento das dívidas.
As indenizações reclamadas por 300 ex-funcionários na Justiça do Trabalho passam hoje de R$ 7 milhões. Há também dívidas com a empresa holandesa Fokker que ultrapassam US$ 8 milhões. Na tentativa de retomar os serviços que a Taba vinha prestando em toda a Amazônia e região centro-oeste do país, os ex-funcionários da empresa ainda chegaram a criar uma outra companhia, mas o patrimônio da Taba que seria utilizado nas operações foi considerado insuficiente por estar comprometido com ações trabalhistas e de outros credores.
Um dos patrimônios da empresa, a fazenda Taba, em Mosqueiro, distrito de Belém, foi invadida e ocupada por 150 famílias de trabalhadores sem terra ligados ao MST. Os ex-funcionários se dizem proprietários da fazenda, que foi penhorada na Justiça do Trabalho em pagamento das indenizações.


